Archive for abril, 2010

30/04/2010

15 :: ESPERAR UM ANO…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…POR UMA FLORAÇÃO QUE SÓ DURA 3 DIAS

Todos ano esta rua fica florida uns 2 meses, no outono. Mas deste jeito, com esta cor exata, só uns 3 dias.
Como está no meu caminho eu fico esperando pra ver…é lindo.

Anúncios
28/04/2010

14 :: POR FALAR EM BRAMASOLE…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…É UM LUGAR PRA SE IR ANTES DE MORRER

Eu vi o filme (meio bobo), li o livro (adorei) e fui parar na porta da Bramasole, a casa do livro Sob o Sol da Toscana e Bella Toscana, de Frances Mayes!
Acho isso meio esquisito, admito, mas fiquei super emocionada só de ver (só de ver!) a casa do livro. Até fiz papel de bobinha e deixei um bilhetinho pra ela, agradecendo por me fazer sonhar com aquela viagem tão legal. Acho que uma vez na vida a gente tem direito de fazer estas coisas, tem sim. Mas só uma.

27/04/2010

13 :: PLANTAR UMA PLANTA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…EM HOMENAGEM A UMA AVÓ


Esta plantinha tão linda e lilás se chama Bela Emília, plantamos em homenagem a Vó Milinha que era bela também.
Ela embeleza a fachada florescendo várias vezes no ano e fazendo nossa casa ficar com este ar tão Bramasole.

27/04/2010

12 :: NÃO ESTRAGAR O ALMOÇO LIGHT…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…FAZENDO UMA DELICIOSA SOBREMESA MAIS LIGHT AINDA

Depois daquele almoço gostoso e light eu não seria sacana bagunçando o coreto na sobremesa!
Então inventei esta rapidinho.

Sabia que depois de assadas a maçã e a banana soltam um nectar muito saboroso, doce de tudo, e sem um pingo de açúcar? É colocar cravo e canela e temos uma sobremesa aí!

Olhas os ramequins que comprei por 3 reais cada. Eles quase abraçam as maçãs assadas e cheirosas…

Para incrementar é só colocar claras em neve, feita com açúcar diet (fica um gostinho sim, não vou mentir), mandar pro forno dourar e colocar uma cereja em calda, como recompensa.

Ficou lindo, mas achamos meio difícil de comer com maçã inteira. Da próxima vez vou tirar as sementes e picar as maçãs.

É isso.

ps. o jogo americano ganhei de uma amiga, é feito de sementes (de buriti, se não me engano) coisa sustentável, a-do-gggo!
O prato é de uma loja de Jundiaí que fechou (pena, não comprei o jogo todo e agora não acho mais), tenho verdes e laranjas.
E as fotos são by WPC, lógico, lindas.

25/04/2010

11 :: EM VEZ DE VIAGEM, UM MEGA ALMOÇO…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…COM MICRO TEMPO E CALORIAS

Ai, não deu pra viajar pra Toscana no feriadinho? Ui, isso é pra poucos mesmo, pouquíssimos. Mas dá pra se inspirar num livro, filme, outdoor ou comercial de margarina e ter um almoço bem feliz em casa mesmo, e de dieta!

É disso que estou falando ó:

Almoço em dia de sol, na varanda, minha versão de Sob o sol da Toscana.

Uma mesa bem colocada, no capricho, com tudo de bom que a gente tem guardadinho na gaveta.

Saladinha fácil, fácil. Folhas verdes (compradas lavadas, importantes para ser bem rápido), mussarela de búfala, azeitonas pretas e tomatinhos daqueles que parecem azeitoninhas vermelhas. Azeite extra virgem, primeira prensagem a frio com acidez de no máximo 0.5%.

Omega 3 no prato. Salmão (receitinha da minha amiga Fabi) assado no forno com suco de laranja, mostarda, shoyo, uma pitadinha de sal e alecrim. Tudo no olho, fácil. Só não pode deixar ressecar. Quem não resiste a um carboidrato pode atacar numa batatinha assada no forno regada com azeite e sal ou um pãozinho especial. Eu comi os dois :d, um pecadinho vai bem as vezes.

Shimeji. Mais fácil que tirar doce de criança. Lava, enrola no alumínio com um pouco de shoyo, manda pro forno, fica de olho e come. A hora que abre o pacotinho sobe um aroma…

É isso. Buon appetito!

24/04/2010

10 :: A EXPERIÊNCIA DE UM HAMMAM…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…OU O BANHO MAIS BEM TOMADO DO MUNDO

Hammam, este nome sempre me deixou meio excitada.

Esta palavrinha me levava à ambientes mágicos, com teto em forma de cúpula, com furinhos em formato de estrelas dando vista diretamente pra um céu mais estrelado ainda…

Crédito: Mossaiq/Guillén Pérez, Flickr

Crédito: Carolina Naftali/Flickr

…grandes balcões de mármore quente e banho coletivo lógico.

 Crédito: la_imagen/Dietmar, Flickr

Tudo isso embalado por uma trilha sonora das arábias.

Este seria meu The Truman show.
Eu só tinha um micro medinho do lance do choque térmico (o banho quente e frio, frio e quente, aparentemente uma coisa tradicional) e de cair num Hamam nada “de família”, mas não parecia tão fácil evitar, e não é mesmo.

O mais perto que tinha chegado foi na Andaluzia mas uma gripe muito forte adiou os planos. Mas, uma vez no Marrocos, porque não experimentar?  Em Marrakesh fiquei sapeando uns dias, uns panfletos aqui, outro ali…medo. Tudo parecia meio suspeito. Mas finalmente, depois de um banho de chuva fenomenal em um final de tarde, resolvi aceitar a sugestão do Antoine da Riad Aguerzame e fazer um Hamam num lugar indicado por ele, o Riad 107 que fica no número (adivinha?) 107 da rua.

Ele me levou até lá, já que depois das nove da noite não pega muito bem uma mulher sair sozinha na rua. Nem fiquei surpresa quando a porta (numa rua feinha que dói) se abriu e apareceu um pátio bonito, meio moderno mas com inspiração árabe, com um tanque para banhos. Só achei muito…como vou dizer? Muito Spa. Lounge demais pra mim.

Vou pegar umas fotos do site deles, não fotografei.

Conversei um pouco com a dona do lugar, que logo me mandou para um quarto lindo, trocar minha roupa pelo biquini.

De lá fui levada pro lugar do banho, privado (?).

Era uma sala pequena, com paredes, balcões e bancos de cimento queimado branco, muito bonito mas nem de longe se parecia com o Hamam tradicional que sonhei. Desapeguei e resolvi curtir a coisa, que aliás era muito bem paga por aquelas bandas, o equivalente a 50 euros (!).

A saga, propriamente dita, começa mesmo quando chega a mulher que vai me “dar” o banho. É isso. Sabe que eu nunca tinha pensado neste ponto? Alguém vai te dar um banho e desde uns 5 anos de idade que isso não acontecia, a gente perde o costume não é?
E a mulher (vestida de bermuda ciclista e camiseta) chega animada, dando um banho pra valer, me ensaboando inteira. Éramos nós duas,  naquele calor do caramba, suando hor-ro-res! Foi nesta parte que comecei a entrar em conflito sobre a situação social dela e que provavelmente ela ganhava muito mal pra me dar aquele banho de madame. Me senti estranha, principalmente nas horas que ela reclamava do calor absurdo e de como aquele banheiro não tem ventilação.

Mas ela parece ter um certo gosto naquilo. Ela parece gostar de esfregar. É sabão, esponja, esfrega, esfrega, esfrega.
Quando você já se sente a pessoa mais limpinha do mundo pra ela a coisa só está começando e vai ficando cada vez mais constrangedora e dolorosa.
Depois a mulher saca de um pote com uma pasta arenosa e manda ver numa esfoliação hardcore – eu já disse que até aí a parte de cima do biquini já tinha ido? Muito a contra gosto, mas foi.
Quando sua pele está toda vermelha e fininha como papel ela vem e…adivinha? Te suja (ã?) com um banho de lama, lambuzando cada centímetro quadrado de pele exposta. E eu me agarrando ferozmente a minha última peça de roupa, a calcinha do biquini. Eu segurava e ela puxava, dizendo em “mimiquês” que assim não dava, que um bom banho só pode acontecer pelada mesmo. Me despedi de minha calcinha me sentindo a pessoinha mais vulnerável do globo terrestre e me entreguei pro banho de lama.
Mas ela não estava feliz. Aumentou a temperatura e me mandou deitar na laje quente e esperar um pouco.
Nem o vapor úmido foi capaz de evitar que aquela argila toda começasse a retrair e repuxar minha pele e me fazer pensar o que seria de mim se ela me esquece lá.
Mas ela não esqueceu e na volta veio com uma esponja mais light, pra ela lógico, porque pra minha pele aquilo era o máximo das agressões. Mas admito que estava relaxada…ou quase isso.
Banho de novo, enxagua, esfrega, lava mais uma vez (com um sabão ambar, muito comum no Marrocos que me lembra alguma coisa da infância mas não consigo me lembrar o que e acabei esquecendo de perguntar pra alguém).
Enfim veio o enxague com algo cheiroso, macio, morno e calmante.
Ela termina enxaguando minhas roupas e me entregando junto com os objetos de tortura, um souvenir (eu falei que ela até passou uma pedra nos meus pés? Ficou parecendo pé de recém nascido, juro. Tenho a pedra, feita de tijolo, pra provar)

Enquanto ela me enfia num roupão fofo pergunto do banho frio (aquele que deveria ser no tanque, no centro do jardim) e ela responde com um ar de malícia (tudo isso em mímica): “Não, isso poderia te deixar doente ou te matar!”

Então tá.

E minha experiência termina com um chá, almofadas e uma massagem muito boa com óleo de laranja, morno e refrescante ao mesmo tempo. Tudo empacotado com laços de cetim cor de rosa de uma música em estilo árabe.

Mais umas fotinhos do site.

Antes de sair dei tchau pra Donaesfregadeiracomgosto (quase não a reconheci vestida a la Marrocos, com lenço e tudo) e voltei pra jantar com Antoine e meu marido, feliz, flanando pelos becos vazios de Marrakesh…

…me sentindo limpa, leve e nascida de novo (e escorregando dentro da roupa e chinelos de tão lisinha que fiquei).

Não foi o que eu esperava mas foi uma experiência para se ter ANTES DE MORRER.

23/04/2010

9 :: BUNDAR…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…MESMO RESPIRANDO MINUTOS EM EUROS

Este post combina com esta música ó:

É parte da minha trilha sorona em Fernando de Noronha e quando vejo esta foto a música vem na hora, igual novela.

Senhoras e senhores, na foto abaixo vemos a estrelada Praia do Leão. Linda, menos famosa que as outras e também um pouco (um tiquinho só) menos bonita.

Lá tive um momento mágico, um momento de não fazer nada, apenas olhar pra tudo e pensar: QUE SORTE – algo que só aprendi fazer depois dos 30 e poucos.

Admito, vindo de mim isto é um luxo. Ainda mais num lugar que os caras pensam que estão na Europa, cobrando tudo como se fosse, ou mais. Eu hem…

21/04/2010

8 :: VISITAR O EL ROSEDAL, EM BUENOS AIRES…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…COM PAI, MÃE, SOGRA, PAPAGAIO

Quando eu era criança morava na Casa Verde (bairro na zona Norte de São Paulo) e acho que este período foi decisivo pra despertar em mim o gosto por jardins e casinhas.

Eu e meu pai íamos à igreja e na volta, depois de passar numa padaria e comprar balas (ou cigarrinhos de chocolate), a gente atravessava os morros que ligavam a avenida Casa Verde à nossa rua.
Não sei porque, mas lembro mais das noites de inverno, noites frias com aquela garoinha fina e suspensa que só São Paulo da década de 1970 sabia ter. A gente vinha conversando, eu perguntando todos os porquês do mundo e meu pai respondendo na maior paciência.
Entre um papo e outro a gente parava em frente a alguma casa com jardim na frente – daquelas antigas, com uma imagem de santo dentro de uma casinha iluminada – e observava.

O método consistia no seguinte: ver o botão de flor, esperar abrir um pouco e roub…ops! E colher a bichinha. Minhas preferidas eram uma mini roseira cor-de-rosa e um pé de copo-de-leite. É, uma menininha de trançinhas e um homem portando uma Bíblia na mão eram o terror das velhinhas donas de casinhas com jardim. Uma vez uma dona dessas pegou a gente no flagrante, ela estava esperando pra ver quem levava o botão de copo-de-leite fresquinho, na calada da noite e a gente teve que sair correndo – e rindo. Em casa este botão era colocado num copo com tinta de caneta Bic e no dia seguinte o copo-de-leite não era mais branco, mas azul.
Na verdade não lembro dele azul, mas acho que ficava mesmo.

Adoro rosas e copos de leite até hoje, meu pai também adora.

Por isso mesmo descobrir  El Rosedal em Buenos Aires, em plena primavera, foi algo sensacional pra família toda, mas especial para nós dois que compartilhamos dessa história tão bonita.
Este parque não é tão popular como o Jardim Japonês ou Zoológico mas fica pertinho e arrasa! Na verdade ele fica dentro de um complexo de parques chamado Parque 3 de Febrero. Sim, sim…Buenos Aires tem muuuuito verde e áreas bem cuidadas. Siiiiiim, eles se gabam cheinhos de razão quando dizem que são meio europeus. Nããããããããão, não é uma petit Paris, daí já é exagero, mas parece demais algumas cidades do Sul da Espanha – porque eu estou explicando tudo isso se Buenos Aires é logo ali e um mundo de brasileiros tem viajado pra lá até enjoar?!
Tentamos visitar o jardim na segunda-feira e demos com a cara na porta, que decepção. Até agora não sei se não abre as segundas ou se fechou um pouco antes do horário previsto, mas eu e o “véio” (apelidinho carinhoso em família) demos uma boa espiada pelo portão principal e mesmo de longe constatamos que merecia uma segunda tentativa no dia seguinte.

Voltamos e não decepcionou. Lugar per-fei-to. Um mar de rosas, lindo, bem cuidado, bem projetado, cheiroso, cheio de cantinhos, patinhos nenéns, pássaros. É minha versão do paraíso.

Ai se eu tivesse uma tesourinha…(brincadeirinha!)

…………………………………………………………………………………………….

Um rolê pelos parques de Palermo
Não bastasse as muitas praças e ruas arborizadas, no bairro de Palermo estão localizadas algumas atrações excepcionais para quem curte parques e áreas verdes.

• O maior, chamado Parque 3 de Febrero, conta com várias praças. Uma delas, a Plaza Holanda também é conhecida como El Rosedal, fartamente relatado nesse post. Também fazem parte desse parque o Jardim Japonês, o Velódromo Municipal, o Hipódromo Argentino além de clubes de tênis, centros de equitação e um campo de golfe. Tudo isso entremeado de lagos e grandes avenidas.

Tem mais coisas, olha o mapa:

• Fora dos limites do parque, mas situado muito próximo, está o Jardim Zoológico de Buenos Aires. Fundado em 1888, ocupa uma área de 18 hectares, que abriga 2.500 espécies de animais selvagens pertencentes a 350 espécies diferentes. É visitado anualmente por cerca de 3 milhões de pessoas, o que o coloca entre os mais visitados no mundo. Infelizmente eu não fui um deles, fica para a próxima.

• Mais duas que mereciam uma visita mas vão ficar para a próxima: O Jardim Botânico e o Planetario Galileo Galilei. Na verdade a cidade oferece atrações para um ano de viagem. Se você quiser dar prioridade para outras atrações visite o site de oficial de Turismo de Buenos Aires.

18/04/2010

7 :: TOMAR UM BANHO DE RIO OU MAR…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…COM BIOLUMINESCÊNCIA (OU MAR LUMINOSO)

A cena se passa em uma praia no litoral norte de São Paulo que termina em um rio, que deságua no mar. É quase de noite, os últimos minutos do lusco fusco de um quente dia do outono brasileiro.

Cinco amigos resolvem dar um mergulho nas águas calmas do laguinho de água salobra que se forma no canto do rio. Fomos entrando, devagar, nos acostumando com a temperatura da água. Primeiro um, depois outro, hesitante. Criei coragem e também mergulhei nas águas escuras do rio. Frio.

Parece cena de filme de terror? Mas não é. É o início de uma história que estas cinco cabeças jamais esquecerão.

Dos cinco apenas três entraram na água e ficamos lá, conversando, com a água na altura do peito.
De repente se ouve um grito: “Cara, olha a água!”.
Primeiro percebi uns pontinhos luminosos, seria reflexo da casinha distante? Não. Não parecia isso.
Esquisito, os pontinhos aumentavam quando a gente agitava a água com as mãos. Mais uma vez…mais pontinhos, parece purpurina! E se agitar mais? Aumenta! E se girar? Nooooooooosssaaaaaaaa, incrível o efeito. Que bizarro! Gritaria geral e os cinco caíram na água de vez, como crianças! O efeito, que tinha começado tímido, estava abundante e muito luminoso. Parecia que tinha iluminação por baixo dos nossos pés!

Foi mágico, emocionante e feliz.

Ficamos ali um bom tempo rindo, fotografando e filmando com a camera do celular (sem sucesso como se percebe nas imagens a seguir).

Inventamos coreografias para ver o efeito luminoso azulado em torno dos nossos corpos e ficamos curtindo, por um tempão, o fenômeno sobre o qual eu já tinha ouvido falar: bioluminescência, mais conhecido como mar luminoso. Algo a ver com algas, planctons, temperatura, alcalinidade, corpos unicelulares e resíduos orgânicos. Espero que não, mas pode até ter alguma coisa a ver com poluição.

Nos filminho que fizemos também não se vê nada, apenas minhas anotações e a euforia de pessoas felizes em estar vendo um fenômeno relativamente raro.

Mas neste vídeo aqui dá pra entender um pouco como é.

Na volta pra casa ninguém acreditou na gente. Só um pouquinho.
A nossa euforia era muita, beirava a histeria. O clima banquinho-violão-joãogilberto da varanda não combinava com nosso estado emocional. Voltamos pro rio quase meia-noite pra provar o que tínhamos visto mas já tinha acabado.

Verdadeiramente uma COISA PARA SE VER ANTES DE MORRER.

16/04/2010

6 :: ASSISTIR A UM FILME

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…QUE DÊ UM NOVO SENTIDO PRA VIDA (OU PRA MORTE)

Assistir a um filme é entretenimento?
Depende. Não só. Por mais que eu tente ser desencanada, não sou. As vezes até assisto a uns lixos, uns filmes feitos pra TV (desses que passam na TV aberta, depois do Big Brother 27) mas no fundo estou sempre tentando achar algum significado pras coisas.

No outro fim de semana assisti, de uma tacada só, Departures (A partida, em português. Bom, né? Poderia ser ” A incrível história do Sr. Nakamura) e UP da Pixar.

Adorei os dois.
Cada um, do seu jeito, me fez pensar (mais um pouco, mais que já penso) sobre o significado da vida e do fim dela. Os dois tocam no tema com uma delicadeza de doer, meio clichê as vezes, meio piegas outras (como é quase irresistível ser quando se fala deste tema) mas mesmo assim de uma maneira tão bonita que pelo menos por hoje me fez ver a vida, e principalmente a morte, de outra maneira.

Departures me emocionou demais. Mostra, entre diversos conflitos humanos, o especial de um cara que está desiludido e frustrado com sua profissão original e por acaso acha um emprego de preparador de defunto. Eu nem sabia que isso existia da maneira como foi mostrado no filme. Olha, só quem já perdeu alguém consegue captar a delicadeza das cenas pré velório (estas palavras compostas agora tem hífen ou não?). O cuidado, a emoção, a dor, o amor e o medo das pessoas é tão real que me faz voltar a aguns momentos da vida que eu gostaria muito de esquecer, mas não vou.

As cenas são verdadeiramente lindas. Esta próxima então é sem dúvida uma paisagem para se ver antes de morrer.

UP poderia muito bem ser o mote pra este blog porque fala exatamente sobre fazer coisas antes de morrer e do significado delas pra cada pessoa. Já falei sobre isso no post 2 da minha lista mas agora vi o filme todo, bom filme. Nos extras (numa das raras vezes que valeu a pena ver os extras) tem um curta muito bonito: Partly Cloudy. Fala sobre cegonhas buscando bebês, que as nuvens fabricavam, para levar para seus pais.

Uma das nuvens não sabia fazer bebês direito e isso a aborrecia demais. Isso me deixou especialmente triste.