Archive for maio, 2010

31/05/2010

26 :: ROUBAR MUDAS…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…DE PLANTAS DA CASA DAS PESSOAS

Já falei disso em outro post. Parece coisa de ladrão mesmo, mas é só gosto.
E eu juro que não estrago, tiro a muda direitinho e tudo. Faço de tão bom coração que elas pegam, se multiplicam e eu vou replantando, dando mudas de presente (até de cemitério eu já peguei uma muda uma vez e tenho um canteiro enorme delas).

Esta eu roubei com consentimento do dono, em Angra. Floresce uma vez por ano, a da foto é deste.
Eu já trouxe plantas de viagens também, mas não faço mais isso porque sei que não pode, não é correto e ainda posso ser presa por isso. Mas elas estão lá lindas em seus vasos :*}

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28/05/2010

25 :: DAR UM SENTIDO PORNOGRÁFICO…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…A UMA SOBREMESA COMIDA A DOIS

A falta de compromissos das férias tem um efeito afrodisíaco, não tem?
Até dividir uma sobremesa, as colheradas, pode dar asas à imaginação.

Foi bom pra você?

Esta foi uma torta típica, um tipo de pavê do qual nunca vou me lembrar o nome, da região de Almeria (sul da Espanha).
Foi num restaurante em San Jose chamado Casa Miguel, onde comemos por falta de opção – a gente queria mesmo ir num boteco de pescador ao lado – mas a comida tinha acabado (sim perdemos a hora do tardio almoço Espanhol, isso que é desencanação).
Não nos demos mal mas algo me diz que o outro restaurantezinho teria sido mais inesquecível…

Mas não foi mal o belo prato de peixes e frutos do mar que traçamos, famintos.

E tivemos uma ajudinha muito, muito simpática!

28/05/2010

24 :: OU…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…POR OLIVEIRAS

Esta estrada é impressionante. Ela atravessa o deserto do sul da Espanha, ligando as cidadezinhas fofas Andaluzes (o trecho das fotos é entre Granada e Córdoba).
Perdi a conta de quanto tempo andamos vendo apenas oliveiras dos dois lados da estrada. São centenas de quilômetros de vida e prosperidade. Lá no fundão, até onde a vista alcança alguma mancha verde, são oliveiras também, milhares, milhões, lindo.
Nunca vou me esquecer disso, do carro que esquentou no meio do nada e muito menos do preços dos pedágios…caros de verdade.

28/05/2010

23 :: VIAJAR POR UMA ESTRADA LADEADA POR…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…CACTOS

Escrevendo o post anterior lembrei desta outra estradinha, também em Almeria,  perto do caminho pra igreja do Bodas de Sangue.
Coisa linda de ver este tanto de cactos, lotados de figos da Índia, a beira do Mediterrâneo.

27/05/2010

22 :: ESTAR NUM LUGAR QUE INSPIROU…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…UM LIVRO E LÊ-LO DEPOIS

Eu já fui pra lugares depois de ler algum livro mas este caso foi o contrário.

A história acontece em algum lugar entre San Jose e Cabo de Gata, em Almeria. Caímos lá meio por acaso, depois de fugir da chuva no norte da Espanha, nosso destino inicial depois de uns dias em Barcelona.
O imprevisto foi tão legal que posso dizer que valeu a pena deixar o museu de Salvador Dalì pra outro dia, outro ano, pra outra vida – se ela existisse.

Curtimos muito, conhecemos estradinhas lindas, vistas maravilhosas, o hotel era baratinho – e bem bacana – e o calor durante o dia era bom depois da noite fria, tão, tão gostosa…

No dia da partida deixamos reservado um mapinha e uma curiosidade para matar, estava lá de um jeito meio tosco: a igreja que inspirou Federico Garcia Lorca em Bodas de Sangue.
Nem tinha lido Bodas de Sangue mas lá fomos nós pelas estradinha de terra, no meio de plantações de cactos a procurar a igrejinha por pura diversão.

Ninguém para perguntar, nem um cachorro perdido na estradinha. Eramos só nós dois e o senso de direção (masculino, lembro) a procura de uma igrejinha perdida no meio do nada.
E em menos de meia hora…achamos!

Foi tão legal – acho que está meio bobo escrevendo, mas foi legal sim!
Foi o máximo achar a igrejinha sem ter pra quem perguntar, sem placas, sem ruas, sem nada, apenas com um ótimo faro e vontade pra achar coisas.

Lendo o livro tive CERTEZA que foi por aqui que a noiva fugiu com o seu amante, Leonardo

E, sei não hem…acho que o livro menciona estes fornos.

Semanas depois de voltarmos de férias ganhei uma edição antiguinha da peça (de 1968!, nº 183 mais especificamente…), daquelas com cara de sebo empoeirado.

Li a peça em uma hora (é curtinha) degustando cada minutinho do mix da leitura com as sensações que senti naquela igrejinha silenciosa, com uma atmosfera abafada, de dar arrepios na espinha.

É bem capaz que seja uma pegadinha turística mas bem que poderia ser mesmo a tal igrejinha do livro.  Pra mim é.
E, da minha cama, eu quase pude sentir de novo o cheiro da poeira seca e vermelha da Andaluzia.

24/05/2010

21 :: TER ALGUÉM PARA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…CHAMAR DE SEU

Hoje meus pais fazem 41 anos de casamento. Eles não são exemplo para ninguém – como, aliás, ninguém deveria ser pra nada. Eles apenas decidiram que um dia seriam uma dupla. Namoraram, noivaram e se casaram. Tiveram 5 filhos (5!!!) e já estão a caminho do 7º netinho. Se eles se amam? Acho que sim, do jeito deles, da maneira como eles imaginam que pode ser o amor, dentro de limitações de vivências, crenças, educação e cultura.

É, pensando bem, eles devem se amar sim. Um amor só deles – como deveriam ser todos os amores.

Eu estou fazendo um presente muito lindo pra eles, não consegui terminar pra data de hoje mas entrego semana que vem. E como sei que eles não vão ler este post posso escrever sobre isso. É um álbum de fotografias, onde vou colocar as imagens da vida deles. As festas da gente criança, os almoços e lógico, das viagens – que os dois estão tendo o luxo de fazer mais agora.
Quero lembrá-los dos momentos felizes, quero dizer que valeu a pena, que nós crescemos e até agora ninguém deu nenhuma vergonha tão vergonhosa a ponto de não ter conserto. E que eles fizeram tudo direitinho, como era o objetivo.

Mas o lindo disso tudo é que ainda, fizeram com que nós filhos, nos sentíssemos tão protegidos por esta coisa tão gostosa e quentinha (quente demais, uma verdadeira frigideira as vezes…) que resolvemos repetir a dose nas nossas vidas.
Cada um tratou de laçar alguém para chamar de seu e de nossa casa saíram amores calmos, loucos, fofos-guti-guti, sem noção, histéricos…cada um ama de um jeito mas ninguém parece disposto a largar o amor que pegou pra chamar de seu – onde me incluo com meu amor imperfeito a quem dedico um amor mais imperfeito ainda…mas ainda assim, amor.

Velhinhos, sem perceber vocês fizeram direitinho o que queriam.

Assinado: uma mulher dos “dias de hoje”, que poderia facilmente viver em casas separadas (só pra evitar as coisas chatas da vida) mas continuaria sendo comprometida. Que adora trocar experiências mas não tem vocação pra free-lancer sexual mas sim pra viver verdadeiros relacionamentos (até minhas amizades duram muito, muito mesmo).
Uma mulher que adora ser como é, muitas ao mesmo tempo: dona de casa, mulher moderna, profissional dedicada e ainda cuidar de tudo isso como se fosse um namoro, todos os dias (muitas vezes com direito a luz de velas, nem que for com arroz e ovo de gema mole) e que vive uma liberdade escolhida, a liberdade a dois, com os códigos que os relacionamentos tem mas que não nos impedem de ser quem o que somos: seres únicos.

 

16/05/2010

20 :: FAZER COMPARAÇÕES

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…ENTRE CIDADES E MULHERES

Gostar ou não gostar de um lugar é como se apaixonar por uma pessoa. As vezes, sem nenhum motivo especial pega. Em outras tem tudo pra dar certo, mas não vai pra frente.
Estive pensando nisso, em como as cidades parecem pessoas – mais especificamente com mulheres – com sua vida própria, com suas tensões, interesses, humores, charme e beleza.

ROMA
É uma senhora, das chiques.
Mas não se iluda, esta senhora pode pirar (com a ajudinha de algumas taças de vinho, lógico). Ela não chega a se descontrolar totalmente e nunca perde o charme, qualidade que lhe é nata.
É daquelas senhoras que envelhecem bem, com uns toques muito sutis aqui e ali, só pra dar uma ajudinha para o que já é bonito. O grande cuidado é não deixar claro que houve uma intervenção, afinal, ela acredita que deve-se envelhecer com muita dignidade.
Ela se veste bem, a danada,  e mesmo sendo uma senhora ainda tem aquela cruzada de perna estilo Sophia Loren, só pra não perder o encanto e se lembrar que é (e sempre será) uma bela Donna.

BARCELONA
Uma mulher moderna, não muito velha – nem muito nova.
Ela usa óculos de aro grosso, quadrado e escuro. É meio petista, sabe? Seu único defeito. Tem lá seus ideais e faz o tipo meio anti social em alguns meios (característica polêmica esta).
Talvez você não se apaixone por ela de cara. Ela não chama a atenção pela beleza mas quanto mais você a conhecer mais vai se encantar. Três dias intensos serão o suficiente para nascer uma história de amor ou pelo menos uma paixão. É que esta é uma daquelas inteligentes – e interessantes.
Ela sabe das coisas, se veste de um modo pouco convencional mas só o que lhe cai bem (e mesmo se não lhe caísse não liga muito para a opinião alheia) só não abre mão do seu estilo.
E vou logo avisando, ela pode ser um pouco agressiva a primeira vista, a intenção é mesmo espantar alguns indesejáveis. Mas é uma mulher do mundo e se você se der ao trabalho vai perceber que pode ser bem simpática.
Uma informação muito importante: ela não dorme.

PARIS
Esta mulher é top, top model. Magérrima. Não é falta de confiança (longe disso!) mas ela faz questão de estar dentro de alguns padrões.
É bem possível que você se apaixone de cara pela sua beleza e seus clássicos olhos azuis. Ninguém é perfeito, o defeito dela é ser um pouco superficial mas nem faz questão de ser diferente disso. É bem feliz com o que tem e não inveja nenhum atributo que outra possa ter. Exibida, só pode se dar ao luxo de fazer isso porque é bonita.

MARRAKESH
Esta mulher é bem complicada. Só dá pra conhecê-la se for aplicado. Por baixo de panos e panos existe uma mulher extremamente interessante. Aparentemente é um pouco recatada e tem uma inclinação ao puritanismo, mas é só fachada. Não espere dela grandes noitadas, não é dada a isso por cuidar muito bem de sua imagem.
Aposte em seus temperos picantes, se não for acostumado cuidado, pode até te fazer mal. Mas depois que se acostuma pode virar um vício e um dia você pode se pegar suspirando de saudades dela.

SÃO PAULO
É uma mulher louca, de múltiplas personalidades e bipolar. Uma verdadeira perdição.
Ela muda de cara toda vez que precisa e isso faz dela uma pessoa pouco confiável. Pode ser patricinha, suburbana, perua, sacoleira, chique e barraqueira! Ela só se preocupa com uma coisa: estar na moda. Pronto, São Paulo é uma drag queen!

15/05/2010

19 :: TRABALHAR DEMAIS…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…POR UM PROJETO MUITO LEGAL

É chato trabalhar demais mas algumas vezes vale mais a pena que outras (e nem é pelo dinheiro). É mais chato ainda varar a noite trabalhando – e na maioria das vezes desnecessário – mas é muita sorte ganhar a vida fazendo aquilo que realmente gosta e sabe fazer bem. Não é nada chato morrer de rir com figuras que conseguem manter o bom humor, cantar e fazer piadas lá pelas 3 da manhã e olha que muitas destas figuras desfilaram na minha frente em todos estes anos de profissão.

Tem muita coisa chata nesta vida louca mas ver seu trabalho nas bancas e nas “melhores lojas do ramo” ainda tem um gostinho especial.

Eu fiz isso muitas vezes, faço e ainda farei (nem sempre com muita vontade) mas admito que está nas lista das COISAS PARA FAZER ANTES DE MORRER.

09/05/2010

18 :: FAZER UMA EXCURSÃO PRO SAARA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…AS CEGAS

Foi em uma viagem ao Marrocos…

Não sei quanto tempo fazia que não entrava num esquema de excursão. As vezes é necessário, como neste caso, mas admito que não gosto muito, acaba toda a autonomia. Mas a gente não teve peito de ir de carro até Merzouga (a cidade base) e depois tocar pro Saara. Não sem falar árabe nem francês…

Chegamos cedo, todo mundo com cara de sono na porta da “operadora de turismo” que iria nos levar ao deserto. Esperamos. Informação zero.
Daí um cara grita: “Three days, two nights!”. Opa, deve ser com a gente! Jogamos a mochila numa van quase branquinha, quase nova e quase com ar-condicinado.

Entramos. Ninguém se apresentou, nem o motorista. E a viagem começou ali, sem nenhuma palavra.
Depois de horas sacamos que o motorista era motorista e guia, sendo que a segunda ocupação ele não exerceu em nenhum momento. O infeliz só ia parando e mandando a gente descer quando ele queria.
Com jeito e aos poucos fomos conhecendo o grupo, que não podemos chamar exatamente de animado.

Éramos nós, um casal catalão que depois ficou simpático, outro casal japonês também simpático, um outro de Cingapura (podemos chamar de Cingapurenses, Cingapurianos? Esquisitos, pronto! Pelo menos o homem era), um menino brasileiro (médico recém-formado que estava com infecção intestinal e mau humor), uma japonesa com o cabelo pintado de loiro milho, uma coreana super-hiper-mega-vaidosa-pati com a digital que no clic soltava um latido (?!) e um israelense tipão com cara de professor-inteligente de universidade.
Vamos descomplicar como os marroquinos: chamar as pessoas pelo nome do seu país.

Achei muito azar estar numa excursão cheia de orientais de cabelos lisos sabendo que iríamos dormir e acordar no deserto sem água para baixar minha juba. Mas estas coisas a gente não escolhe. Ou escolhe?

Uns 40 minutos de perifa, uns povoados e logo a gente entra nas montanhas Atlas.

Ninguém disse nada mas eu sabia, a gente estava lá! Que Deus nos guarde das curvas e precipícios, dos guard-rails recém destruídos por algum acidente e das ultrapassagens muito loucas do motorista-guia. Mas ele bem que parecia que sabia o que estava fazendo e a estrada era boa de verdade, mas as curvas eram tantas que tinha hora que quase dava pra ver o nosso próprio rabo pela janela. E um hit marroquino rolava na vitrola…(vitrola não mas era toca fitas!)

A buzina da van era um capítulo a parte, era uma musiquinha parecida com aquelas de amolador de faca, e soava a cada ultrapassagem, fosse ela sobre um carro, bicicleta ou pedestre (engraçado, todo mundo faz isso lá).

E a gente começava a se sentir como naquele filme…como era mesmo o nome? Ah, Babel!

Deve ser isso que as revistas de viagem dizem quando escrevem “visão de perder o fôlego”.

Mas a van quase não parava pra apreciar nada 😦
A gente não sabia, mas tinha um programa apertado atravessando as cidades desérticas Saarianas. Detalhe: sem guia, sem informação, sem falar o idioma, sem quase nada. Apenas a vontade de viver e fazer 1000 COISAS ANTES DE MORRER, torcendo pra não ser exatamente ali…

05/05/2010

17 :: CRIAR UMA VERSÃO LIGHT…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…PRA UMA COISA TRASH E (AINDA) ACHAR GOSTOSO

Estou escrevendo demais sobre comida, esquisito.
Mas é com imenso orgulho que apresento um prato que meus sobrinhos gostam, o McTia (será que serei processada?)

É simples assim:

Hamburguer feito em casa – que não é a coisa mais difícil de se fazer, tem mil receitas por aí.
No meu vai carne moída bem magrinha (mais ou menos um quilo) um ovo cru e temperos diversos (mais ou menos isso: cebola, salsinha, cheiro verde, sal a gosto e um tiquinho de pimenta do reino).
Misturo bem, faço bolinhas, dou uma amassadinha e está pronto pra ir pro forno ou grelha.
Tem uma versão, que dizem ser a original, que é temperada só com sal. Vou experimentar um dia desses.

Batata frita em casa não existe mais (comemos sim, mas fora de casa e de vez em quando). Estas são de forno, com um fio de azeite. Fica muito bom.

Salada tem sempre, pra tudo.
Estou bolando uma horta de parede, com vasinhos. Minhas rúculas não sobrevivem aos cachorros, que adoram rúculas fresquinhas do pé.
Aqui em casa até os cachorros são abusados!