Archive for junho, 2010

18/06/2010

36 :: SONHAR COM O MAR AZUL…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…DO CARIBE

By Jacobo Reyes Galban (flickr whl.travel)

Beeeem em cima, a esquerda, pedacinho do teco-teco...ui! (foto by Jacobo Reyes Galban, Flickr whl.travel)

Faz tempo que sonho com o mar azul do Caribe, muito mesmo. Mas daí a gente acaba fazendo as contas e vendo que dava pra ficar 15 dias (ou mais) aqui ou ali, e o Caribe vai ficando para trás.
Até que um dia, por conta de barbadas – e das milhas – estou quase lá!

Já fiz testes a mil imaginando qual seria meu Caribe: ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao)? Cancún? República Dominicana?
(e tem gente explicando isso a exaustão na internet como a Guta, garota prodígio do Vambora ou o Ricardo Freire do famoso Viaje na Viagem).
Enfim, descobri! O meu Caribe é o Caribe que posso pagar a-go-ra! É Los Roques, na Venezuela. Um lugar onde não vou ter lá muito o que fazer e vou de verdade descansar, tomar banho de sol e mar sem nenhuma aflição de estar “perdendo” algo, ou alguma atração incrível logo ali. Minha grande atração será acordar, comer, tomar sol, nadar, comer, tomar sol, jantar, andar, dormir e você sabe…fotografar, hehehe.

Ainda tem muita gente que nunca ouviu falar desta ilhazinha deste arquipélago no mar Caribenho, onde só se chega de teco-teco. Mas no meio das publicações turísticas e dos viajantes mais ousados Los Roques já é um destino manjado e teve gente que já fez isso muito bem e há muito mais tempo.
Viaje na viagem do Ricardo Freire, de novo ele, com sua bóia no mar azul, que abre seu blog, faz a gente sonhar e ter esperança nos dias de fechamentos mais infernais. E também porque ele escreveu o livro que mudou minha maneira de enxergar viagens (pronto, acabou minha seção babação de ovo).
• Travel Forever da Carol Wiese, que explica direitinho, timtim por tim tim, o quão viável e descomplicada esta viagem pode ser.

É isso, agora vou poder dizer (por experiência própria) se existe alguma coisa no Brasil que deva ser chamada de Caribe Brasileiro. E quando for para a Polinésia vou poder dizer se Los Roques é a Polinésia na América do Sul…urgh.

Hasta la vista!

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14/06/2010

35 :: DEIXAR DE VISITAR…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…CASABLANCA

Um vídeo que não tem a ver com Casablanca (não, eu não tenho fotos de Casablanca. Nenhuminha :()

Eu “pulei” Casablanca quando fui pro Marrocos. Era fim de viagem, nosso voo saía de lá e estávamos em Marrakesh. Simples, tem um trem de Marrakesh para Casablanca e a vinda de trem de Fès para Marrakesh tinha sido bem boa – se for possível excluir a falta do prometido (e pago) ar condicionado da 1ª classe.

Pensando agora até parece simples mas no fim de uma viagem de mais de 20 dias, com uma mala cada um – mais uma estepe cheia de tranqueiras compradas em souks – isso começa a complicar.  A falta de escadas rolantes, informações seguras de ondem baldear e de alguém que fale inglês, começa a pesar. A troca de trens no caminho, a dúvida sobre qual estação de Casablanca desembarcar (tem duas, seja lá o que isso quer dizer), o banheiro sujo do trem e o piriri que ainda não acabou totalmente podem te fazer chegar a um tipo de histeria boba e feliz, nem sei porque feliz mas eu estava exatamente assim quando vi a feia cena de Casablanca noturna passando pela janela do nosso trem de 2ª classe (o melhor que conseguimos)  e comecei a cantar coisas irritantes pro meu marido no ritmo de As time Goes by.

“O trem está passando, a sujeira tá colando, os “cara” estão olhando…
E o nosso fim de linha amor…estamos ferrados siiiimmm”.
(E ele bufava)

“Você me avisou, Marrocos é primeiro, mas eu não quis assim…
Eu quis Espanha antes amor e agora estamos cansados demais, pra curtir”
(Uma olhada feia dele pra mim)

“A cidade é muito feia, a gente já sabia, mas eu não quis sabeeeer.
Eu quero Casablanca o filme amor, eu quero agora sim…”

“Fui até ali, fazer o meu xixi mas não tive coragem.
O banheiro está transbordando amor…acho que desisti…”

“O xixi está saindo, o banheiro está ali, mas tenho medo dele
Não vai dar pra evitar amor, porque agora tenho um piriri…”

“Você disse Califórnia, fui que inventei, estas férias das arábias…
Você tinha razão amor…a Golden Gate deve ser mais linda sim, e laranja!
(Nesta parte achei que ele iria me socar)

E Casablanca passava, a uns 80 por hora no vidro embaçado do trem, triste, escura, quente e desconfortável, como se nunca tivéssemos nos programado para estar ali.
E assim fomos, eu e meu amor (irritado) a som da clássica trilha do filme (numa versão própria e porca) rumo ao bizarro aeroporto de Casablanca (onde nos perdemos um pouquinho e ninguém falava inglês), pegar uma van (mais bizarra ainda), para um hotel (caro demais mas o melhor que conseguimos porque tinha uma convenção não sei do que nas redondezas), lotado de pessoas do norte da África vestidas de um modo muito, muito diferente (isso foi beeem legal), com tocos de cigarro debaixo da cama (nojo), com banheiro novo mas encardido com rejuntes dos azulejos mais encardidos ainda (mais nojo), de onde só saímos no outro dia de tarde pra pegar nosso voo (porque o cara queria nos cobrar 150 euros pra nos levar pra ver a maior mesquita do mundo e algum outro mercado).

Casablanca, eu posso viver sem te conhecer, obrigada.

12/06/2010

34 :: FAZER COISAS BREGAS…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…NO DIA DOS NAMORADOS

Ai, o Dia dos namorados…é brega mesmo, né? E necessário, pra aliviar as tensões.
É um dia onde alguns conceitos tiram férias e algumas coisas são permitidas.
É o dia, em que o amor – e todas as coisas necessárias (ou não) que o acompanham – nos fazem colocar em prática, mais descaradamente e sem vergonha, coisas fofas como flores, bombons, cartões, filas em restaurantes “românticos” ou um jantar com velhos e novos amigos, para festejar o conforto da tampa (nem que for tortinha) da panela…

Ao meu amor uma música.
Sim, eu posso ser muito brega se quiser. A melhor parte é a do gelo pegando fogo!

Mais um vídeo, destes que fãs gravam em shows, com gritos de uhúúúúúúúúúú ao fundo.
Mas não é esta a questão, a questão é: tem tensão sexual aí?

12/06/2010

33 :: CONHECER CINQUE TERRE…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…UM LINDO CONJUNTO DE VILAS NO NOROESTE DA ITÁLIA

Este post merece uma trilha sonora em homenagem ao dia dos namorados e à breguice, ingrediente sem o qual o amor não sobreviveria por muito tempo.

Cinque Terre, meu amor…
Rola um romantismo, um frio na espinha, quando lembro deste único dia nestas encantadoras – e encantadas – cinco terras emolduradas pelo Mar Mediterrâneo, na Ligúria.

O dia estava lindo, azul e fresco. No som do carro rolavam músicas italianas de gosto duvidoso e no coração felicidade e sobressaltos a cada curva cinematográfica, com vistas pro mar. Meu marido dizia pra eu me preparar pro grande cortiço que estávamos prestes a conhecer e eu imaginando uma versão Sicília ou a Costa Amalfitana no norte da Itália – acho que os dois acertamos.

Assim chegamos em RIOMAGGIORE, a porta de entrada para o Parque Nacional de Cinque Terre (pra quem vem de La Spezia).

Vilinha linda, vida normal, com seus varais nas varandas e alguém gritando Mariooooooo!!!

Para pegar a Via dell’Amore, a trilha que liga RIOMAGGIORE A MANAROLA, passamos por um túnel muito original, revestido de cacos de azulejos…

A Via dell’Amore é um caminho suspenso, leve, lindo, fácil de caminhar e muito (muuuuuuito) romântico.


As mensagens de amor eterno estavam por todos os lados, nas paredes…

…e nos cactos e agaves (mas isso eu achei meio porco).

Com o sol morno batendo no rosto paramos algumas vezes para admirar o mar azul, os penhascos e um ao outro, felizes.

Fomos fotografados por um sujeito com cara de norte europeu que disse que uma cena daquela não poderia ser desperdiçada. Click. The love is in the air…

Dá pra fazer tudo a pé (por trechos de trilhas leves ou mais profissas) ou em pequenos (e rápidos!) trechos de trem.
De MANAROLA até CORNIGLIA fizemos isso…

…e depois subimos uma trilha entre vinhedos até a parte alta da cidade de CORNIGLIA.


Mais um cafezinho, sorvete e pizza.

E continuamos nossa exploração, de trem.

VERNAZZA, a preferida. Linda, com muita vida em torno do píer, onde ficamos um tempão quietos e tomando sorvete – e onde meu marido acha que tomou o melhor café do mundo, um Illy curto, cremoso e a 70 centavos de euros.

E finalmente a última: MONTEROSSO AL MARE que merecia ser explorada com mais tempo. Quem sabe um dia?

Foi só um dia mas não teve clima de correria, foi o dia de 12 horas mais longo de todos os tempos.

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Depois de conhecer um pouco de cada vila, VERNAZZA foi o lugar escolhido para voltar e passar o final da tarde (mas meu marido foi para Riomaggione tirar o carro do estacionamento que fecha as 18, quando resolvemos que iríamos embora naquela noite mesmo para Florença).

Muito a fim do programa de fim de tarde peguei o trem e fui sozinha para Vernazza. Peguei o trem errado por não prestar atenção a tabela de horários e destinos. Eles são pontuais, rapidos e eficientes mas um pouco confusos, porque nem todos os trens param em todas as vilas, tem uns expressos que passam reto por algumas e eu, a pessoa mais desligada do mundo, pirei e fiquei dando voltas.
Mas foi até bom porque tive mais tempo para curtir um novo visual enquanto esperava outro trem. Conversei com um casal no vagão (que tinha cometido o mesmo erro duas vezes) e curti o meu momento, sozinha e feliz.

Quando cheguei em Vernazza o pôr-do-sol mesmo já tinha acontecido e as crianças norueguesas, que nadavam peladas no mar gelado, já tinham ido embora. Os meninos belgas, que caçavam águas vivas, também. Passei sentada uma hora (ou duas) vendo o sol ir embora e pensando na benção de estar ali, ouvindo os pássaros caçando no mar e gritando, histéricos. Um momento de oração, de olhos fechados, agradecendo por respirar aquele ar puro e sentir no rosto o vento, que começava a ficar gelado.

Fotografei um pouco, sem pressa.

E quando começava a bater os dentes de frio meu marido chega, com meu casaco e um abraço quente.
Ali ficamos mais um tempo vendo o céu que há meia hora era laranja, vermelo, roxo, mudar do lusco-fusco pra uma noite escura mas colorida pelas quentes cores das cidades italianas.

Voltamos para Manarola, agora outra cidade, mais vazia e noturna…

…escolhemos um restaurante (inesquecível) no chute, comemos e bebemos incrivelmente bem, pagamos incrivelmente barato e fomos embora incrivelmente tarde para pegar a estrada para Florença. E incrivelmente felizes fomos a pé, pela Via dell’Amore, agora iluminada apenas pelas estrelas e luzes dos barcos de pesca dos moradores destas vilas, que até no jeito de falar parecem estar cantando lindas canções de amor. Ai, o amor…

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Mais fotos de Cinque Terre? Clique aqui.

O Parque Nacional de Cinque Terre comprende tanto a área terrestre das cinco vilas, Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare, como a área costeira da região. Pode se chegar ao parque vindo de Genova ou de La Spezia, de trem, ônibus ou carro. O ingresso ao parque tem 3 modalidades:

1 Cinque Terre Card que permite o uso dos ônibus do parque, acesso à Via dell’Amore (Caminho do Amor) que liga Riomaggiore a Manarola, todas as trilhas do parque e seus mirantes, ciclovias e áreas de piquenique do Parque. Inclui ainda a entrada para os museus em Manarola, Riomaggiore e Monterosso al Mare, além de dar direito a descontos sobre os produtos adquiridos nos centros de recepção do parque.

2 Cinque Terre Card Treno permite além do que já foi citado, o uso dos trens em Riomaggiore e Monterosso al Mare e vice-versa (trens regionais e inter-regional na 2 ª classe), para viagens ilimitadas durante a validade do cartão escolhido pelo usuário. Aqui cabe uma explicação sobre os trens: Quando se compra o cartão nos dão uma tabela com todos os horários nas cinco estações. É preciso atenção pois nem todos os trens param em todas as estações, mas o tempo de espera é curto e o percurso entre uma cidade e outra é curto e rápido.

3 Cinque Terre Card Battello permite que você use o ferry-boat para viagens ilimitadas dentro da zona marinha protegida Cinque Terre e também todas as permissões do anterior.

O Cinque Terre Card e Cinque Terre Card Treno,  estão disponíveis em versões para adultos, crianças, família, maiores de 70 anos, e podem ser válidos para 1, 2, 3 e 7 dias.

– Para aqueles com mais de setenta pedir a Cinque Terre Card Prata
– Para a família com mais de uma criança perguntar o Cinque Terre Card Família

O Cinque Terre Card Battello está disponível apenas nas versões de adultos e crianças e é válido somente para um dia.

No inverno, por razões de segurança, os caminhos podem ter fechamentos parciais. Portanto, é recomendável entrar em contato com centros de recepção sobre a rota escolhida.

09/06/2010

32 :: ASSISTIR UM PÔR-DO-SOL…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…no romântico penhasco na cidade de Ronda

Ronda não me sai da cabeça! E nem gostei tanto, ou gostei?

Este pôr-do-sol lindão começou enquanto estávamos no nosso quarto, no Parador de Ronda, num nublado dia de outono, acessando a internet grátis e achando tudo isso mais que suficiente e bom.

Na calmaria da tarde o sol poente foi surgindo entre as nuvens baixas, as aves de diversos tipos começaram a cantar e mergulhar felizes nos arcos da ponte que ligam as duas partes do abismo.
Bateu aquele calorzinho com sol amarelo de final de tarde (aquele que esquenta os ossos) e, sem nenhuma palavra, saímos correndo pra ver quem chegava primeiro lá embaixo pra ver tudo aquilo mais de perto…

 

06/06/2010

31 :: PASSAR PELO MENOS UM DIA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…EM UM PARADOR ESPANHOL (PODE ATÉ SER EM RONDA)

Já escrevi sobre sonhar com uma hospedagem fora do orçamento – e se dar bem!
Mas hoje lembrei especialmente de como gostei dos momentos (alguns quaaaase mágicos) que me acompanharam na curta estadia em Ronda, um dos Pueblos Blancos no sul da Espanha.

Quebrados – e precisando de um carinho depois de alguns dias de Bed and Breaksfast (confortáveis mas ainda assim B&B…), de andar horas por dia e ainda tentar acompanhar a agitada vida pós pôr-do-sol dos catalães – aportamos na simpática cidade de Ronda e em nosso hotel com descontão.

Chegamos ao Parador de Ronda, nos apresentamos e levamos nossas malas pro quarto, sem ajuda. Achamos o corredor meio escuro e sério. Ficamos pensando, afinal, que quarto tínhamos conseguidos com nossos 70 euros contra os quase 200 habituais, fora da promoção. O cartão do quarto não funciona (aff), vieram trocar, abrimos a porta, arregalamos os olhos, despachamos o mensageiro rapidinho, fechamos a porta e uhuuuuúúúúú! Começamos a pular como crianças e nos jogamos na cama fofa, que só não era perfeita por ser duas camas de viúva, juntas.
Quarto bacana. Primeiro um corredor, com um banheiro a esquerda (enooooorme), todo de mármore, com uma banheira grande, cheia de mimos de boa qualidade. O quarto um tiquinho assim brega mas bonito, com poltronas, almofadas, mesinhas, aparadores, armários…um quarto bem equipado.


E a cereja do bolo: a varanda com vista para a piscina e em seguida para o grande precipício de Ronda.
Entre os avisos uma raridade: Wi-Fi (se diz “uifi” em espanhol) GRÁTIS e com ótima velocidade.

Voltinha na cidade. Um cachorro triste e muito doente (o único mal cuidado de toda a viagem) marcou este passeio com tempo nublado, cinza. A cidade? Nada tão demais, branquinha, linda, ajeitada e com um penhasco no centro de tudo – isso sim, muito interessante, uma bela ponte construída pelos mouros.

Mas, não sei por que, ficamos com aquela impressão fake de Campos do Jordão e voltamos rapidinho pro hotel.

Resolvemos curtir a vista da nossa varanda (um acerto) e jantar por lá mesmo (um erro).
Ainda ganhamos um pôr-do-sol surpreendente (se é que isso existe) que começamos a ver na nossa varanda e terminamos lá embaixo, na beira do abismo pra ver de outro ângulo.

Conclusão: embora seja estilo “hotelzão” (algo que não curtimos muito) foi bom ter este mimo e conforto no meio da viagem de vinte e tantos dias.

 

03/06/2010

30 :: VIVER AO MÁXIMO OS TRINTA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…E POUCOS ANOS

Hoje é meu 30º post, 3% da minha meta final e hoje eu me despeço dos meus 30 e poucos anos de vida.

Queria dizer que foram ótimos anos e me fizeram tão bem que eu nem sei dizer quanto. Enfim, virei uma mulher de verdade.
Sei que são apenas números mas entrei na casa dos 30 com medo, com muitas metas atrasadas (e saio deles com uma sensação meio parecida) mas o que me anima é que no fim quase tudo saiu melhor que o esperado – é lógico que outras coisas também saíram pior que o programado, mas a média não foi nada ruim!

Não foram anos tranquilos, dei umas boas piradas e isso desequilibra a gente. Talvez eu tenha rido menos do que deveria das pequenas e grandes coisas, mas isso já estou tratando de mudar.
Bichos se foram, pessoas se foram e isso sempre me deixará triste. Teve alguns momentos que eu mesma quase me fui mas sempre aparecia alguma coisa pra me trazer de volta, ainda bem. Ganhei muitas coisas mas não ganhei filhos, em troca ganhei sobrinhos, que são filhos.

Espero que não, mas vendo daqui acho que sentirei saudades de ter 30 e poucos e nem posso dizer até logo mas apenas:
Adeus, foi bom te conhecer, vocês foram 10 anos preciosos, onde avancei muito na minha lista de COISAS PARA FAZER ANTES DE MORRER.

 

03/06/2010

29 :: SE IRRITAR COM ANALOGIAS…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…QUE SE FAZEM COM AS ATRAÇÕES TENTANDO FAZÊ-LAS PARECER DIFERENTES (OU MELHORES) DO QUE SÃO!

Vou fazer uma listinha de coisas feias, muito feias que as pessoas fazem pra fazer as outras de trouxas:

Recife antigo, a Veneza Brasileira: Pára! Dá mesmo pra comparar uma coisa com a outra?
San Gimignano, a New York medieval: Tudo por causa de um suposto skyline “igualzinho”. San Gimignano não é NY e NY não é San Gimignano, ponto final. São coisas lindas – e diferentes.
Serras Gaúchas, a Toscana Brasileira: Adoro as Serras Gaúchas, mesmo. Mas daí pra chamar de Toscana já é exagero, né?
Caribe Brasileiro: Aff, são vários os lugares com mar verdinho que se auto intitulam Caribe brasileiro. O único lugar de areia branquinha e mar azulzinho que já vi neste país foi na Ilha do Campeche, em Florianópolis, mas a água é um frio do cão. O Brasil tem mares lindos, águas verdes, mata atlântica…tem até Noronha, de origem vulcânica. Mas a gente não tem nada de Caribe.

Também não gosto de:
Strogonofe de chocolate (strogonofe é prato salgado, qualquer outra coisa parecida e feita com chocolate chama e sempre se chamará pavê ou torta), lazanha de pão (lazanha pra mim consiste em massa de macarrão em tamanho grande, recheio com queijo e molho – tudo ao forno, please – pão com recheio é sanduíche, se vai ao forno é misto quente), carpaccio de abacaxi (carpaccio que se preze é de carne, no máximo peixe. O resto podemos chamar de “tiras bem fininhas de”)

Assinado: a chatinha, que não tem nada contra as falsas Paris e Veneza de Las Vegas. Não se levando a sério, pode tudo!

 

03/06/2010

28 :: SE MATAR PRA TRAZER UMA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…LUMINÁRIA MARROQUINA, DE MARRAKESH

Sabe quando você vê uma coisa numa viagem, pensa em comprar mas tem certeza que ela não vai chegar inteira em casa? Foi este o caso.
A primeira coisa marroquina (de verdade, como eu imaginava) que vi nesta viagem, foram os reflexos de uma luminária parecida com esta na parede do Riad em Fès, um bálsamo para meu corpo moído e meus olhos cansados. Eu juro, lembro do cheiro que acompanhou este momento mágico.

Fiquei com aquilo na cabeça e quando vi uma quase igual (mas enorme) em Marrakesh pensei: impossível.
Não me contive e acabei me dando esta de presente, menorzinha e mais possível de trazer. Depois de hooooras de negociações, saímos de lá com ela e mais um monte de tranqueiras.
Foi meio complicado trazer esta delicadeza, cheia de rendinhas de metal, numa mala lotada de roupa suja – ela mesma lotada de cuecas e camisetas suadas pra evitar um amassado mais grave.

Chegou em casa quase inteira, dei um jeito nisso e tratei de mandar fazer um postinho pra pendurar e fiquei bem feliz com o resultado. Acho até que preciso escrever sobre minha casa estar parecendo um certo lugar em Fès…

02/06/2010

27 :: SONHAR COM UMA HOSPEDAGEM…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…FORA, BEM FORA DO ORÇAMENTO

Viagem pra Espanha marcada.
Passagens compradas, algumas coisas pré reservadas e vem aquela cara de “tive uma ideia” que dá arrepios no meu marido.
“Ir para a Espanha sem se hospedar num Parador? Vai saber lá quando eu volto pra Espanha!”

Pausa para explicar o que é um Parador:
Os Paradores Nacionales de Turismo (é assim o nome oficial) são uma cadeia de hotéis de alta qualidade da Espanha, que existe desde 1928. A maior parte dos paradores encontram-se em centros históricos ou zonas naturais classificadas, ocupando edifícios históricos recuperados e cheios de charme!

É meio caro se hospedar num Parador. Pelo menos é mais do que estamos dispostos a pagar por hospedagens. Mas qual seria a beleza da vida se a gente não sonhasse? Bem, foi isso que o meu marido fez, sonhou. Sonhou e se deu bem! Se inscreveu no site dos Paradores (não, não sei porque ele fez isso, provavelmente foi obrigado pra poder checar alguma informação).
Dias depois ele recebe a oferta: Parador de Ronda. 70 euros a dupla, o mesmo que se paga por um
honesto Bed & Breakfast.
Ronda estava mesmo no nosso roteiro e a oferta cobria o período perfeito pra gente. Sorte demais.
Por uma orelhada ganhamos uma hospedagem boa, com preço amigo, num lugar mais, muito mais que charmoso! Uma experiência de hospedagem para se ter antes de morrer.

O hotel no alto

O hotel, e nosso quarto com vista pro penhasco, lá no alto!

Até hoje recebemos ofertas super deliciosas de ofertas nos Paradores, Castelos Medievais por 90 Euros (coisa que chega a custar 200/250…), hotéis incrustrados em penhascos com vista pro mediterrâneo por 70…e por aí vai.

Sonhar não custa nada, ou custa pouco.