43 :: FAZER UM PIQUENIQUE…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…COM SEU AMOR, FILHOS, SOBRINHOS, AMIGOS, PARENTES, COM SEU CACHORRO…

Pare de ler se você não curte um convescote, um belo piquenique ou mesmo aquele hábito mal visto pela maioria das pessoas, a farofa. Ou continue a ler e aproveite para deixar seus preconceitos de lado baby! E se ainda não fez um piquenique, faça. É uma delícia.

Cânion Monte Negro, São José dos Ausentes, Rio Grande do Sul, Brasil
(este é meu piquenique preferido de todos-os-tempos-do-mundo-mundial)
Naquela manhã eu acordei cedo, umas 5 da manhã (fato raro) e fiquei vendo o 1º dia do ano nascer naquele céu roxo, lilás, laranja e riscadinho com aquelas marcas que os aviões deixam quando cortam o céu em baixas temperaturas.
Que bela maneira de começar o ano, bela demais para ser desperdiçada assim, com um dia comum.
Assim que todos acordaram pergunto pra Dona Anastácia (a lindinha mulher do Seu Ricardo, os dois são donos da Fazenda Pessegueiro): “Tem como a gente não tomar café aqui e levar pra tomar lá no cânion?”. Ela achou meio estranho mas embarcou na minha ideia melhor que eu mesma.

Em 10 minutos montou o café da manhã delivery mais romântico que já existiu: cesta de vime, toalha estampada, café com leite na garrafa térmica, xícaras de cerâmica, pães quentinhos, geleia, queijo, bolo e morangos frescos recém colhidos da horta orgânica. Um carinho só.
E lá fomos nós pela estrada, sacudindo nossa primeira refeição do ano, abrindo porteiras de fazendas e felizes da vida. Tudo bem, eu estava mais feliz que ele, admito, ele demora um pouco pra acreditar que minhas ideias são geniais (e modestas) mas eu já sabia, conseguia ver que se tudo desse certo seria um café memorável.
O cânion estava com céu aberto e azul – diferente do dia anterior, cinza e nebuloso – e vazio, com exceção de nós dois e um gavião caçando andorinhas. Os pré requisitos para o plano dar certo estavam ali.
Abrimos nossa toalhinha e tomamos o café da manhã estilo Noviça Rebelde, apertando os olhos para enxergar o mar de Santa Catarina (dizem que dá pra ver mesmo) e tentando ignorar as moscas gigantes mordendo minhas canelas.
Aiai (isso foi um suspiro) e viveram felizes para semp…bobagem. Mas foi um lindo café.
A imagem do cânion no google maps é linda. Faz de conta que as setinhas somos nós, sentadinhos.

Praça do Praça do Santuário di Santa Margherita, Cortona, Toscana, Itália
Dia frio, de céu azul, de outono e de feira (que de tão gostosa, merece um post só dela).
Dica da Irmã Adelaide – mas nem precisava, eu já era louca por esta feira desde que li Bella Toscana e Sob o sol da Toscana.
Depois de umas comprinhas e beliscadas saímos desta feira com duas porções de porchetta, algumas peras grandonas que não sei o nome e uma bela porção de mandarinas (mexerica, bergamota, tangerina) azedinhas e sem sementes.
Lugar escolhido? A praça em frente ao Santuario di Santa Margherita, lá no alto da cidade [MAPINHA][GOOGLE VIEW adoro este papo de Google View, a gente vai lá para matar as saudades, é com andar no mesmo lugar de novo].
Escolhemos um banquinho de praça com vista para ciprestes, vinhedos e olivais e comemos. Chato, muito chato.
Pra que mesmo eu precisaria de mais alguma coisa que isso pra viver? Ainda não sei a resposta.

Qualquer praia de mar azulzinho, Los Roques, Caribe venezuelano
(eu nunca tinha feito farofa de praia, mas foi inevitável)
É o estilo do lugar, quase todo mundo que sai rumo ao pier para pegar um barco (já que a ilha principal, Gran Roque, não tem praias estonteantes) carrega uma geladeirinha portátil com o suprimento de comidinhas para o dia. É que as praias de lá não têm a menor estrutura. Nada de restaurantes, bares, barracas e vendedores ambulantes. É um Caribe rústico, pra gente que não liga para este tipo de luxo.
Eu não ligo mesmo para luxos mas adoro conforto e mimos. E o meu el marmiton (como foi carinhosamente apelidado) incluso na diária da pousada La Cigala, era um capricho só. O único trabalho era escolher as bebidas no dia anterior e no dia seguinte, abrir a caixa de plástico, pegar um refrigerante, água ou suco geladinho e comer o prato surpresa. Fácil.
Na maioria das vezes o lanche era um par de wraps de frios acompanhado de alguma saladinha caprichada. De sobremesa, frutas. Tinha variações sim. Acredite, arroz a grega gelado não é ruim, nem bolinhos fritos (frios) acompanhados de molhinhos.
E o resto do encanto fica por conta do mar azul, dos pelicanos mergulhando de cabeça para pescar, das gaivotas disputando graciosamente tua comida, do vento fresco e do sol acariciando (e torrando, cuidado) a pele ressentida do inverno paulista.
Não é tão difícil imaginar que é uma coisa bem boa para se fazer antes de morrer.

Estes são apenas três da lista de piqueniques que já fiz, com certeza farei muito outros.
O segredo é ter vocação pra coisa – e não deixar lixo, óbvio. Enquanto isso relembro piqueniques sensacionais com combinação de
frango assado numa pracinha em Chamonix; pizza com Fontana di Trevi; cachorro quente nos fundos da Notre Dame de Paris; piquenique de trilha no Gran Paradiso no Vale D’Aosta e muitos piqueniques menos glamourosos e igualmente perfeitos em frente a TV, num dia de frio e preguiça.

4 Comentários to “43 :: FAZER UM PIQUENIQUE…”

  1. Tudo MUITO lindo!!! EXPERIENCIA OTIMA!!!!
    Mas se viajarmos juntas novamente um dia, voce vai na frente faz o piquinique que eu vou logo depois hahahahahaha e leio tudinho depois!!! Mosca picando a perna…sentada no mato…muito bom de ler hhahahaha beijo

  2. Amo piquinique! Se puder te recomendar um, um piquinique na praia de Lido, perto de Veneza…inesquecível!

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