Archive for julho, 2011

09/07/2011

85 :: VER UM PÔR-DO-SOL PARISIENSE…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…DO ALTO DA BASÍLICA DE SACRE COEUR, EM MONTMARTRE

Dizem que pôr-do-sol é tudo igual. Me diz se é, por favor?

Chegar em Paris no meio de uma segunda-feira, deixar as coisas no hotel (fofo), comer na primeira rotisserie (muito simpática) que encontrou no caminho e tomar a decisão certa do primeiro lugar a visitar, não tem preço.

Nossas escolhas: o bairro de Montmartre e a torre da Igreja de Sacre Coeur.
Nossa sorte: dia seco e frio, céu azul, termos um ao outro para valorizar este momento tão perfeito.
Trilha sonora: show de música dos anos 90 na escadaria da igreja, nada a ver, mas divertido demais.
Paleta de cores: a igreja mudando de cor, do branco para o amarelo. O céu de azul anil para todos os tons de rosa e laranja.


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06/07/2011

84 :: UMA HISTORINHA SOBRE UMA CAIXINHA DE MÚSICA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…COMPRADA EM PARIS

La vie en rose. Láááááá, lá-lá-lá-lá-lá-lá, lá-lá-lá-lá-lá-lááá, lá-lá-lá-lá-lá-lááááá…
Óbvio demais mas esta foi minha trilha sonora mental na única vez em que estive em Paris.
Eu estava feliz por estar lá, Paris sempre esteve nos meus sonhos infantis e eu estava curtindo cada minuto como se fosse a última (ou primeira) mordida de um chocolate maravilhoso.

Eu cantarolei esta música subindo a Torre Eiffell, na Ponte Neuf, em Montmartre, no Trocadero…

E um belo dia, numa rua estreita bem ao lado da Catedral Notre-Dame, vimos a coisa mais romântica do mundo! Uma lojinha cheia de mini caixinhas de música. Caixinhas sem frescuras, simples mecanismos de tocar música. Peguei uma (adivinha qual?), comecei a tocar, meus olhos se encheram de lágrimas e já imaginei que momento romântico, meu marido comprando uma e me dando ali mesmo de presente…esperei mais uns 3 minutos, nada. Ah, melhor ainda, ele vai me dar uma a noite, no jantar, ou no quarto…que româââââââânticoooooo! De qualquer maneira não vou comprar, não quero desmanchar a surpresa. Mas deixei ele livre para poder comprar escondido de mim, lógico.

Saí do meu devaneio com meu marido em seu melhor ataque Homer Simpson: “Vamu embora mulé, tô cum fomi!”.

Fomos embora, a tarde passou, momentos perfeitos passaram, o jantar passou e…e puft! Nada de caixinha de música. O bobo perdeu a chance de nos (me) proporcionar o momento mais romântico parisiense que 90 entre 100 mulheres gostariam de ter.

A viagem prosseguiu, esqueci o assunto. Ok, quase esqueci. Admito que tive umas recaídas em alguns momentos de crise conjugal em que os homens são insistentemente lembrados de como eles são insensíveis e sem coração.

Tudo isso faz tempo.

O que não faz tanto tempo foi que uma noite, no carro, depois de me pegar no trabalho, ele me estende um pacote. Abro. Não deu para conter o choro quase infantil ao ver na minha frente um micro mecanismo musical, tão pequeno, enrolado no papel amassado de uma certa loja ao lado da Notre-Dame…

Foi tão especial como se tivesse sido na hora que eu estava esperando. Não, foi mais especial. Fo surpresa mesmo. Uma linda surpresa de quem se importa…

ps1. um amigo do meu marido foi passar a lua-de-mel em Paris. Meu marido indicou a loja, disse que não era para deixar de comprar uma para sua mulher e que foi um erro não ter feito isso. E de quebra disse: “Se você for mesmo, traga uma para mim, por favor?”. Enfim, uma maneira muito elegante de se fazer uma encomenda, de viagem, tão específica.
Uma exceção! Quero lembrar aqui que pedir encomendas de viagens é algo quase proibido, com exceção das encomendas de free shop, lógico. E não tem nada demais dizer que não achou, que não deu tempo, que não estava a fim.

ps2. acho que o lugar é este Paris Forever.
Vai este ângulo, indo para a Notre-Dame.
Tem este ângulo, melhorzinho, de quem vem da Notre-Dame.
Juro que não lembrava que era esta espelunca! Mas pode ser o L’Abiside ou o Esmeralda, igualmente espeluncas e que devem vender o mesmo tipo de tranqueiras.

ps3. compramos cachorro quente no Brasserie Esmeralda, muito “mais ou menos”. Comemos atrás da igreja, foi divertido.

04/07/2011

83 :: CATEDRAL DE SAINTE…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

 …CHAPELLE, EM PARIS

Os raios de luz entraram pela minha retina sem pedir licença, sem perguntar se eu estava preparada para tanta, tanta beleza. Cara, que lugar esta Sainte Chapelle, que luz linda entrando pelos vitrais. Que má-gi-co.

Me dei conta que meu marido ficou me esperando lá fora – é que combinamos que a partir de um certo estágio da viagem (qualquer viagem) eu não tenho mais o poder de dissuadí-lo em suas trocas: igreja por café com revista na esquina ou museu por café e jornal em outra esquina, ou praça. As vezes são mesmo trocas bem justas e necessárias, concordo. Mas esta não era uma igreja qualquer.

Dei ré e voltei pela mesma escada caracol para encontrá-lo e convencê-lo a entrar comigo. Eu gosto de dividir estas experiências, sabe? Ele ficou surpreso em me ver, principalmente porque que eu estava dando uns pulinhos bestas e falava em alta rotação, muito acima do que um ser humano normal poderia ter obrigação de entender…patético. Porém valeu a pena voltar. O que seria dele se não tivesse uma mulher tão incrível, tão interessada em lhe apresentar coisas lindas nesta vida…

A capela gótica de Sainte Chepelle é linda, linda, linda. Fica meio escondida, junto com a Palácio da Justiça na Île de la Cité.

As paredes são quase todas cobertas pelos divinos vitrais. No fim, fica parecendo um vitral só. As rosáceas são tão elaboradas…tão, tão… Bonitas? Lindas?

Estou aliviada por ter ido antes de morrer. Agora, preciso viver mais para voltar lá, desta vez assistindo a um concerto.

ps. O “porão” da capela é lindo também, mas não tenho fotos de lá.

 
Sainte Chappelle
Aberto todos os dias

1 março a 31 outubro: 9:30 as 18
1 novembro a 28 fevereiro: 9 as 17
Aberto à noite às quartas-feiras
15 maio a 15 setembro
Última entrada às 21:00.
Fechado
Entre 13 e 14 horas durante a semana
1 de janeiro, 1 de maio e 25 de Dezembro
02/07/2011

82 :: UMA MANHÃ DE FESTA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…EM MONTALCINO

Ontem à noite, tomando o último dos vários goles do meu Valdorella di Chianti – comprado em supermercado mas com super bom olho do meu marido – fui levada à uma viagem no tempo.

Eu estava em uma das pernas do roteiro de vinhos toscanos, a caminho de Montalcino, a região onde é fabricado o Brunello de Montalcino.

Pausa aqui. Eu realmente não entendo quase nada de vinhos, mas dando um google percebo uma certa competição entre estes dois vinhos que menciono aqui, mas eu realmente não ligo de colocar os dois nomes na mesma frase. Para mim eles estão, juntos, nas minhas lembranças agradáveis de um dia de outono.

Domingão. Estava frio quando saímos da nossa honesta semi espelunca super bem localizada, o Piccolo hotel il Palio em Siena. Pegamos nosso carro, na praça em frente de onde ele deveria ser retirado sempre até as 7 da manhã para não tomarmos multa, e pegamos a estrada eufóricos.
O início do caminho foi cinza, com neblina. Aos poucos ela foi diluindo, virando fiapos brancos e a trilha sonora evoluiu para músicas italianas de gosto duvidoso. Ciprestes apareceram no caminho, vinhedos também, envoltos em brumas tão românticas… Nem parei para fotografar, para que estragar um momento tão mágico se arriscando a um atropelamento nas estradinhas sem acostamento?

Enfim chegamos à Montalcino e já dava para ver a cidade histórica, murada.

Muita gente na rua, dia da Sagra del Tordo, uma festa medieval que iniciava a temporada de caça.
São quatro bairros disputando o prêmio, a “Flecha de Prata”. Azul e amarelo, Riga. Branco e vermelho, Borghetto. Branco e azul, Pianello. Amarelo e vermelho, Travaglio.

Famílias inteiras assistem as apresentações de danças típicas.

Ou alguma competição cujo touro enorme é o centro das atrações.

Crianças comem seus paninis, velhinhos ficam sentados em frente suas casas ajardinadas e velhinhas comentam como a cidade está mais ou menos bonita que nos anos anteriores. O traje medieval é o figurino para os que participarão das encenações.

Tudo acontecendo debaixo de um céu azul, do ar frio que perde força conforme o sol sobe e dos mirantes que mostram emocinantes paisagens toscanas.

Dia de sorte, pura sorte.