Archive for ‘Espanha_Almeria’

28/05/2010

25 :: DAR UM SENTIDO PORNOGRÁFICO…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…A UMA SOBREMESA COMIDA A DOIS

A falta de compromissos das férias tem um efeito afrodisíaco, não tem?
Até dividir uma sobremesa, as colheradas, pode dar asas à imaginação.

Foi bom pra você?

Esta foi uma torta típica, um tipo de pavê do qual nunca vou me lembrar o nome, da região de Almeria (sul da Espanha).
Foi num restaurante em San Jose chamado Casa Miguel, onde comemos por falta de opção – a gente queria mesmo ir num boteco de pescador ao lado – mas a comida tinha acabado (sim perdemos a hora do tardio almoço Espanhol, isso que é desencanação).
Não nos demos mal mas algo me diz que o outro restaurantezinho teria sido mais inesquecível…

Mas não foi mal o belo prato de peixes e frutos do mar que traçamos, famintos.

E tivemos uma ajudinha muito, muito simpática!

28/05/2010

23 :: VIAJAR POR UMA ESTRADA LADEADA POR…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…CACTOS

Escrevendo o post anterior lembrei desta outra estradinha, também em Almeria,  perto do caminho pra igreja do Bodas de Sangue.
Coisa linda de ver este tanto de cactos, lotados de figos da Índia, a beira do Mediterrâneo.

27/05/2010

22 :: ESTAR NUM LUGAR QUE INSPIROU…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…UM LIVRO E LÊ-LO DEPOIS

Eu já fui pra lugares depois de ler algum livro mas este caso foi o contrário.

A história acontece em algum lugar entre San Jose e Cabo de Gata, em Almeria. Caímos lá meio por acaso, depois de fugir da chuva no norte da Espanha, nosso destino inicial depois de uns dias em Barcelona.
O imprevisto foi tão legal que posso dizer que valeu a pena deixar o museu de Salvador Dalì pra outro dia, outro ano, pra outra vida – se ela existisse.

Curtimos muito, conhecemos estradinhas lindas, vistas maravilhosas, o hotel era baratinho – e bem bacana – e o calor durante o dia era bom depois da noite fria, tão, tão gostosa…

No dia da partida deixamos reservado um mapinha e uma curiosidade para matar, estava lá de um jeito meio tosco: a igreja que inspirou Federico Garcia Lorca em Bodas de Sangue.
Nem tinha lido Bodas de Sangue mas lá fomos nós pelas estradinha de terra, no meio de plantações de cactos a procurar a igrejinha por pura diversão.

Ninguém para perguntar, nem um cachorro perdido na estradinha. Eramos só nós dois e o senso de direção (masculino, lembro) a procura de uma igrejinha perdida no meio do nada.
E em menos de meia hora…achamos!

Foi tão legal – acho que está meio bobo escrevendo, mas foi legal sim!
Foi o máximo achar a igrejinha sem ter pra quem perguntar, sem placas, sem ruas, sem nada, apenas com um ótimo faro e vontade pra achar coisas.

Lendo o livro tive CERTEZA que foi por aqui que a noiva fugiu com o seu amante, Leonardo

E, sei não hem…acho que o livro menciona estes fornos.

Semanas depois de voltarmos de férias ganhei uma edição antiguinha da peça (de 1968!, nº 183 mais especificamente…), daquelas com cara de sebo empoeirado.

Li a peça em uma hora (é curtinha) degustando cada minutinho do mix da leitura com as sensações que senti naquela igrejinha silenciosa, com uma atmosfera abafada, de dar arrepios na espinha.

É bem capaz que seja uma pegadinha turística mas bem que poderia ser mesmo a tal igrejinha do livro.  Pra mim é.
E, da minha cama, eu quase pude sentir de novo o cheiro da poeira seca e vermelha da Andaluzia.