Archive for ‘Itália_Perugia’

15/08/2010

45 :: CONHECER PERÚGIA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…NA ÚMBRIA, A (MINHA) CIDADE MAIS AFRODISÍACA DO MUNDO

Mesmo sem ser envolta em sonhos uma viagem pode virar “aquela” viagem. Assim aconteceu com a minha visita à Perugia, na Úmbria – a irmã menos célebre da Toscana.

Dica: a Perúgia é uma cidade universitária, do chocolate Baci Perugina (aquele que vem embalado com uma mensagem de amor) e da arquitetura com becos de pedra no estilo dos manjados filmes de época de Russell Crowe e Mel Gibson. É também a alternativa para hospedagem cara de Assis, a cidade que de Franciscana nada tem, apenas o nome.

E assim também fomos apresentados a esta cidade, rapidamente e sem muitos detalhes.

A chegada foi meio bagunçada, com chuva.

PARECE OU NÃO UM COMERCIAL DE CARRO? TOCAVA FELICITÁ NO CD

Sem reservas, tivemos um pouco de dificuldade em encontrar nossas opções de hospedagem. Achamos que era um lugar, não era. Achamos que era outro, também não, era uma casa e meu marido teve teve que multiplicar seu italiano para falar pelo interfone.
Acabamos batendo na porta de um hotel 3 estrelas muito jeitoso, fora da cidade histórica e um pouco fora do nosso orçamento, o I Loggi. Sem site (ã?), vai um link do google. A janelinha é exatamente a do nosso quarto).
Em cinco minutos de papo sobre a Fiorentina, Edmundo e sobre o futebol brasileiro o gerente não deixou a gente ir embora. Por sugestão dele ficamos pelo preço que iríamos pagar em outro lugar mais básico, o nosso preço.

I LOGGI

Malas ao quarto (que era um micro AP, com cozinha e tudo) e pegamos o caminho para a rua. Rumo? Cidade histórica, linda lá no alto da colina.

Tivemos uma linda noite em Perúgia. Andamos a pé para conhecer um pouco a pequena cidade para onde estudantes de toda a Itália se mudam para estudar, deve ser divertido morar lá.

Jantamos deliciosamente no Caffè di Perugia, um trio de café, restaurante e vinoteca.
A escolha foi pizza de presunto de parma (frio, colocado depois do forno, como deve ser), salada de rúcula com lascas de pecorino, peras escaldadas em algo doce que não tenho certeza do que é (já criei uma versão caseira com mel e aceto balsâmico), um mítico suflê de castanha do tamanho de uma avelã, quase sem gosto e que nos custou preciosos euros e…e…não lembro o 3º prato, nem a sobremesa. Quem sabe a foto dá a dica, vou ver.

É, ACHO QUE ERA ISSO MESMO: PIZZA, SALADA E O MICRO SUFLÊ

Andamos de mãos dadas, como dois namoradinhos, debaixo de frio e chuva. Paramos para comprar e dar Baci (beijos em italiano). Paramos muitas vezes para ajeitar nosso guarda chuva verde vagabundo (comprado de um camelô) que teimava em virar do avesso a cada rajada de vento.

CENTRO HISTÓRICO, O BACI E A PONTA DO NOSSO GUARDA CHUVA VERDE

O vento e o nosso guarda chuva nos venceram, achamos mais negócio voltar para o hotel, para nosso quarto de pedra (cuja salinha tinha vista para uma colina de oliveiras) para nossa cama, travesseiros e edredons fofíssimos. Encerramos nossa noite no maior estilo romance-barato-de-banca-de-jornal mas não perdemos a hora para o café da manhã (regado a todas as variações possíveis de Nutella) e para a visita à Universidade da Perúgia, com seu lindo horto medieval de ervas e sua basílica de São Pedro, com obra de arte de artistas famosos, como Rafael.

UNIVERSIDADE PERÚGIA

O que estava escrito no nosso papelzinho do bombom? Não lembro. Mas devia ter algo a ver com noite italianas inesquecíveis ou com situações extremamente afrodisíacas. Deve ter sido isso, dizem que o chocolatinho sempre acerta.

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