Archive for ‘Venezuela_Los Roques’

18/11/2010

61 :: VER UM PÔR-DO-SOL DA PRAIA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…DE GRAN ROQUE, PERTO DO PIER

Dizem que pôr-do-sol é tudo igual. Tuuuuudo-tudo igual não é não, viu?

As imagens do slide show a seguir são da praia da maior ilha do arquipélago de Los Roques, Gran Roque.
O lugar mesmo não tem nada demais. O boteco é simples, com mesinhas e cadeiras de plástico mas luz de velas na mesas. Até tinha um ambiente cheio de pufes lá perto (eu estava mesmo pensando em pedir alguma coisa para beber que viesse em uma taça linda de cristal) mas o boteco ficava mai perto do pier onde as famílias pescam sardinha todo final de tarde e da mesa dá para ouvir o som das pessoas falando o espanhol Venezuelano em vez do sonífero lounge da cabana chique.
Foi gostoso ficar esperando o sol ir embora ao som do mar, de alguns motores de barcos que chegam e saem a toda hora, das crianças gritando, dos cachorros latindo, do splash dos pelicanos mergulhando no mar para capturar peixes e da briga dos guaramares por comida como se isso fosse um problema.

E assim a lua apareceu e a igrejinha azul e branca da praia acendeu suas luzes para uma noite comum em Los Roques. As vezes a vida é simples assim.

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30/07/2010

43 :: FAZER UM PIQUENIQUE…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…COM SEU AMOR, FILHOS, SOBRINHOS, AMIGOS, PARENTES, COM SEU CACHORRO…

Pare de ler se você não curte um convescote, um belo piquenique ou mesmo aquele hábito mal visto pela maioria das pessoas, a farofa. Ou continue a ler e aproveite para deixar seus preconceitos de lado baby! E se ainda não fez um piquenique, faça. É uma delícia.

Cânion Monte Negro, São José dos Ausentes, Rio Grande do Sul, Brasil
(este é meu piquenique preferido de todos-os-tempos-do-mundo-mundial)
Naquela manhã eu acordei cedo, umas 5 da manhã (fato raro) e fiquei vendo o 1º dia do ano nascer naquele céu roxo, lilás, laranja e riscadinho com aquelas marcas que os aviões deixam quando cortam o céu em baixas temperaturas.
Que bela maneira de começar o ano, bela demais para ser desperdiçada assim, com um dia comum.
Assim que todos acordaram pergunto pra Dona Anastácia (a lindinha mulher do Seu Ricardo, os dois são donos da Fazenda Pessegueiro): “Tem como a gente não tomar café aqui e levar pra tomar lá no cânion?”. Ela achou meio estranho mas embarcou na minha ideia melhor que eu mesma.

Em 10 minutos montou o café da manhã delivery mais romântico que já existiu: cesta de vime, toalha estampada, café com leite na garrafa térmica, xícaras de cerâmica, pães quentinhos, geleia, queijo, bolo e morangos frescos recém colhidos da horta orgânica. Um carinho só.
E lá fomos nós pela estrada, sacudindo nossa primeira refeição do ano, abrindo porteiras de fazendas e felizes da vida. Tudo bem, eu estava mais feliz que ele, admito, ele demora um pouco pra acreditar que minhas ideias são geniais (e modestas) mas eu já sabia, conseguia ver que se tudo desse certo seria um café memorável.
O cânion estava com céu aberto e azul – diferente do dia anterior, cinza e nebuloso – e vazio, com exceção de nós dois e um gavião caçando andorinhas. Os pré requisitos para o plano dar certo estavam ali.
Abrimos nossa toalhinha e tomamos o café da manhã estilo Noviça Rebelde, apertando os olhos para enxergar o mar de Santa Catarina (dizem que dá pra ver mesmo) e tentando ignorar as moscas gigantes mordendo minhas canelas.
Aiai (isso foi um suspiro) e viveram felizes para semp…bobagem. Mas foi um lindo café.
A imagem do cânion no google maps é linda. Faz de conta que as setinhas somos nós, sentadinhos.

Praça do Praça do Santuário di Santa Margherita, Cortona, Toscana, Itália
Dia frio, de céu azul, de outono e de feira (que de tão gostosa, merece um post só dela).
Dica da Irmã Adelaide – mas nem precisava, eu já era louca por esta feira desde que li Bella Toscana e Sob o sol da Toscana.
Depois de umas comprinhas e beliscadas saímos desta feira com duas porções de porchetta, algumas peras grandonas que não sei o nome e uma bela porção de mandarinas (mexerica, bergamota, tangerina) azedinhas e sem sementes.
Lugar escolhido? A praça em frente ao Santuario di Santa Margherita, lá no alto da cidade [MAPINHA][GOOGLE VIEW adoro este papo de Google View, a gente vai lá para matar as saudades, é com andar no mesmo lugar de novo].
Escolhemos um banquinho de praça com vista para ciprestes, vinhedos e olivais e comemos. Chato, muito chato.
Pra que mesmo eu precisaria de mais alguma coisa que isso pra viver? Ainda não sei a resposta.

Qualquer praia de mar azulzinho, Los Roques, Caribe venezuelano
(eu nunca tinha feito farofa de praia, mas foi inevitável)
É o estilo do lugar, quase todo mundo que sai rumo ao pier para pegar um barco (já que a ilha principal, Gran Roque, não tem praias estonteantes) carrega uma geladeirinha portátil com o suprimento de comidinhas para o dia. É que as praias de lá não têm a menor estrutura. Nada de restaurantes, bares, barracas e vendedores ambulantes. É um Caribe rústico, pra gente que não liga para este tipo de luxo.
Eu não ligo mesmo para luxos mas adoro conforto e mimos. E o meu el marmiton (como foi carinhosamente apelidado) incluso na diária da pousada La Cigala, era um capricho só. O único trabalho era escolher as bebidas no dia anterior e no dia seguinte, abrir a caixa de plástico, pegar um refrigerante, água ou suco geladinho e comer o prato surpresa. Fácil.
Na maioria das vezes o lanche era um par de wraps de frios acompanhado de alguma saladinha caprichada. De sobremesa, frutas. Tinha variações sim. Acredite, arroz a grega gelado não é ruim, nem bolinhos fritos (frios) acompanhados de molhinhos.
E o resto do encanto fica por conta do mar azul, dos pelicanos mergulhando de cabeça para pescar, das gaivotas disputando graciosamente tua comida, do vento fresco e do sol acariciando (e torrando, cuidado) a pele ressentida do inverno paulista.
Não é tão difícil imaginar que é uma coisa bem boa para se fazer antes de morrer.

Estes são apenas três da lista de piqueniques que já fiz, com certeza farei muito outros.
O segredo é ter vocação pra coisa – e não deixar lixo, óbvio. Enquanto isso relembro piqueniques sensacionais com combinação de
frango assado numa pracinha em Chamonix; pizza com Fontana di Trevi; cachorro quente nos fundos da Notre Dame de Paris; piquenique de trilha no Gran Paradiso no Vale D’Aosta e muitos piqueniques menos glamourosos e igualmente perfeitos em frente a TV, num dia de frio e preguiça.

03/07/2010

39 :: VOAR DE TECO-TECO…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…PARA ALGUM LUGAR QUE VALHA A PENA, LÓGICO

Vale a pena?

Parece valer a pena?

Eu adoro viajar. De cada 10 COISAS PARA SE FAZER ANTES DE MORRER, 9, são coisas de viagens.
E eu odeio voar, eu tenho pânico de voar, eu tomo remédio pra morrer e poder voar bem, sem vexame.
Tá, eu também acho ridículo e sei que viajar de avião é mais seguro que tudo, mas o medo é irracional.

Isso foi apenas uma introdução ao assunto avião, afinal, para ir à Los Roques é necessário pegar um avião pequeno, um teco-teco (não sei quando a gente pode chamar um avião de teco-teco, não sei a regra para isso) um pequeno avião para 8 passageiros, dois motores de hélice, um piloto e nenhum co-piloto.

E foi ótimo. 40 lindos minutos, voando, sobre um marzão sem fim, de cara limpa e adorando. Vai entender…

Eu tinha certeza que seria o menorzinho de todos. Era.

Tchau Caracas!

E uns 30 minutos depois: olá pequenas ilhas de Los Roques ;D

Mais uns 10 minutos e o voo rasante antes da aterrizagem...

...ao mesmo tempo em que o piloto mira a pista - curtinha e molhada de chuva - para um pouso, digamos, emocionante...

Sobrevivi com orgulho de mim mesma. Me senti tão, tão, tão...normal e equilibrada!

E vale a pena FAZER isso ANTES DE MORRER, foi uma experiência pra lá de legal!

01/07/2010

37 :: VER O MAR AZUL…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…DO CARIBE

Fotos de WALDIRPC

Ai, o azul, o tão sonhado azul do Caribe é…azul! Simplesmente azul, nada mais nada menos que azul. Tão azul que eu nem imaginava com seria por nunca ter visto um mar assim, tão azulzinho.

Do aviãozinho já dava pra ver o potencial da coisa.

Olha o mar azul escuro de Caracas indo e o mar azulzinho de Los Roques

No primeiro dia achei meio verdinho (lindo, mas verdinho)…

A loca

...o que uma pessoa não é capaz de fazer de férias...

Nananinanão, não era a dança da bundinha...

...mas não chega a tanto, não era a dança da bundinha, juro.

…mas depois conheci outros tons e comecei a dar nomes pra eles: azul esverdeado…

Paraíso. É pra cá que a gente vem quando morre?

…azulzinho…

Bonito isso, não?

…azul piscina…

Piscina aquecida, lógico.

…azul turquesa…

Ai, dói o olho! Hehehe.

…azul royal…

Escura e super, super transparente!

…e azul, simplesmente azul, límpido e transparente.

Eu sei, irrita de tão bonito.

E os tons vão mudando, te desafiando a criar novos nomes que não estão na tua cartela mental de cores.

Voa passarinho, voa....

E, enfim, você percebe que pode passar um tempo enorme pensando e pensando até mergulhar na profunda reflexão sobre a porcentagem de magenta do céu, conhecidamente azul também, mas agora parecendo mais roxo que tudo.

Francisquì Abajo

Francisquí Abajo. Nomes e mais nomes de praias lindas - diferentes uma das outras

Sim, todo o meu desejo de mar transparente e azul foi completamente satisfeito nas águas quentes de Los Roques, na Venezuela, meu primeiro Caribe.

Um azul para se VER ANTES DE MORRER.

18/06/2010

36 :: SONHAR COM O MAR AZUL…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…DO CARIBE

By Jacobo Reyes Galban (flickr whl.travel)

Beeeem em cima, a esquerda, pedacinho do teco-teco...ui! (foto by Jacobo Reyes Galban, Flickr whl.travel)

Faz tempo que sonho com o mar azul do Caribe, muito mesmo. Mas daí a gente acaba fazendo as contas e vendo que dava pra ficar 15 dias (ou mais) aqui ou ali, e o Caribe vai ficando para trás.
Até que um dia, por conta de barbadas – e das milhas – estou quase lá!

Já fiz testes a mil imaginando qual seria meu Caribe: ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao)? Cancún? República Dominicana?
(e tem gente explicando isso a exaustão na internet como a Guta, garota prodígio do Vambora ou o Ricardo Freire do famoso Viaje na Viagem).
Enfim, descobri! O meu Caribe é o Caribe que posso pagar a-go-ra! É Los Roques, na Venezuela. Um lugar onde não vou ter lá muito o que fazer e vou de verdade descansar, tomar banho de sol e mar sem nenhuma aflição de estar “perdendo” algo, ou alguma atração incrível logo ali. Minha grande atração será acordar, comer, tomar sol, nadar, comer, tomar sol, jantar, andar, dormir e você sabe…fotografar, hehehe.

Ainda tem muita gente que nunca ouviu falar desta ilhazinha deste arquipélago no mar Caribenho, onde só se chega de teco-teco. Mas no meio das publicações turísticas e dos viajantes mais ousados Los Roques já é um destino manjado e teve gente que já fez isso muito bem e há muito mais tempo.
Viaje na viagem do Ricardo Freire, de novo ele, com sua bóia no mar azul, que abre seu blog, faz a gente sonhar e ter esperança nos dias de fechamentos mais infernais. E também porque ele escreveu o livro que mudou minha maneira de enxergar viagens (pronto, acabou minha seção babação de ovo).
• Travel Forever da Carol Wiese, que explica direitinho, timtim por tim tim, o quão viável e descomplicada esta viagem pode ser.

É isso, agora vou poder dizer (por experiência própria) se existe alguma coisa no Brasil que deva ser chamada de Caribe Brasileiro. E quando for para a Polinésia vou poder dizer se Los Roques é a Polinésia na América do Sul…urgh.

Hasta la vista!