Posts tagged ‘Andaluzia’

22/02/2011

72 :: TOMAR UM CHÁ DE AMÊNDOAS…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…EM UM SALÓN DE TÉ EM CÓRDOBA

Sempre digo que costumo imaginar algumas as coisas bem melhores do que elas realmente poderiam ser. Não custa repetir, quem sabe tomo vergonha e perco o hábito.

Um exemplo clássico: noite em Córdoba, pouca vontade de jantar e uma oportunidade para fazer uma daquelas coisas que estava na listinha de turista: tomar um chá em uma teteria andaluz, com doces árabes, clima incrível, odaliscas, véus esvoaçantes, tambores de tribos espanholas nômades falando um raro dialeto marroquino, enfim…minhas viajadas.

Na manga, o Salón de Té, um lugar super bem indicado. Vale a pena entrar no site, a música é tão bonita…

Bem, o lugar era mesmo bonito, tinha uma linda carta de chás e sucos exóticos.
Pena que faltou a música, as dançarinas, os véus, o clima. Faltaram as pessoas também e a boa educação do cara que atendeu. Uma outra coisa que faltou foi o tal suco de romã que meu marido pediu, feito com um tipo de groselha (oi?) mais artificial impossível. Os doces eram assim-assim, normais. Nem de doces árabes eu gosto…mas ele adora, tadinho.

Bem, o chá. Fomos lá para tomar chá, certo? Pedi um chá de amêndoas.
Foi o melhor chá de todos os tempos, de todos os chás conhecidos no mundo mundial. Era o mesmo que encher a boca com uma cápsula morna de amêndoas liquidas. E  o aroma? Divino. Nunca pensei em gastar tantos adjetivos em ervas que ficam de molho em água quente.

O resto foi uma grande roubada. Ainda bem que nosso humor estava estratosférico e tivemos um acesso de risada que custou a passar. Cada puxada de canudinho no suco fake de groselha feita na China (não vi, mas tenho certeza que era feita na China) que meu marido dava era um acesso de risada mais descontrolado, e besta, daqueles de quem não sai de casa só para se dar bem.

Com tudo perdido tiramos muitas fotos (ruins, com dá para perceber) sem vergonha de ninguém já que não tinha ninguém de quem sentir vergonha.

E, pensando bem, esta música do site, que deixei em background, está me deixando enjoada.

 

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07/09/2010

48 :: SENTIR VERGONHA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…PELA VERGONHA ALHEIA

Ser brasileiro tem seu charme no exterior e, mesmo sem querer, as vezes abre portas.
A etiqueta é mais ou menos assim: pode receber gentileza por ser brasileiro. É simpático da parte de quem a faz mas tentar desenterrar vantagens na marra é constrangedor, ainda mais quando não se obtém sucesso. Fica mal, sempre.

Foi em um jantar em Sevilha que vimos um exemplo disso.
A cena não poderia ser mais perfeita para uma noite de outono na Andaluzia.
O lugar era a Cerveceria Giralda – pra variar, escolhida ao acaso. Nossa mesa tinha vista para a rua e para as laranjeiras carregadas. A temperatura estava lá pelos 23 graus com um vento morno avisando que traria chuva pela manhã. Música espanhola ao fundo e nós dois com um cardápio de tapas nas mãos. Nada mal.

ESTAS LARANJEIRAS CARREGADAS ME ENCANTAM!

Pedimos codorna e mais umas porções de tapas, nem me lembro mais quais eram.

EXISTEM DOIS TIPOS DE PESSOAS: AS QUE NÃO FOTOGRAFAM COMIDA E AS QUE FOTOGRAFAM. NO DETALHE: CAMARÕES COM QUEIJO, CODORNA E UMA SOBREMESA VERDADEIRAMENTE GOSTOSA, COM BASE DE CHOCOLATE E AMÊNDOAS. É O MÁXIMO QUE POSSO LEMBRAR A ESTAS ALTURAS.

É que nessa refeição o que marcou foi a sobremesa, o popular Tocino del cielo, um típico doce espanhol – que não tem nada a ver com o do mesmo nome, português – que injustamente confundi com pudim de padaria, que eu adoro, mas não queria comer uma versão espanhola dele e sim experimentar algo diferente. Por este pensamento quase perdi a chance de comer o doce dos doces, basicamente um pudim de ovos, uma coisa de louco, cremosa, perfeita, doce, leve e…e…feliz.

PARECE UM SIMPLES PUDIM, MAS NÃO É

Estava eu lá, lambendo os beiços com minha sobremesa e chega uma turma barulhenta de brasileiros. Veja bem, uma turma barulhenta num bar espanhol não é para qualquer um. Eram cariocas, pelo sotaque – morram de vergonha cariocas e nem é pelo barulho.
Achamos super divertido aquela turma animada, sem vergonha de rir alto e contar piadas mais alto ainda.
Daí começamos a ouvir o papo, mesmo porque não era opcional. Eles estavam há 4 dias na Espanha, vinham comendo McDonald’s este tempo sabe Deus porque e se perguntavam o que era tapas mesmo. Achei meio esquisito mas, nunca se sabe. Eles poderiam estar em algum retiro espiritual onde as pessoas não podiam falar, nem ouvir, nem sair na rua na Espanha. Vai saber.
Um deles disse: “Tapas?
E outro responde: “Tapas é porrrrção. É a mesma coisa que no Brasil, mas aqui chama tapa.”
[Certo. O Aurélio explica mais ou menos isso: s.f.pl. (pal. esp.) Culinária. Na cozinha espanhola, conjunto de pequenas entradas variadas, servidas como aperitivo. Ou se quiser uma explicacão mais detalhada a Timeout faz isso direitinho.
Outro retruca: “Ahhh, eu já comi isso um dia desses mas achei que vem pouco, a gente fica com fome. Por isso estava investindo no McDonald’s, sustenta mais.”

Gosto não se discute, discute? Não.
Depois de contar piadas, rir, pensar em ir embora eles decidem que vão pedir os tais tapas. Chamam o garçom, fazem seu pedido que é respondido com aquela objetividade espanhola tão característica: “No hay tapas, la cocina ha cerrado“.
Ã? Até parei de comer para ver no que ia dar.
“Cerrado? O que és cerrado?”
“É fechada, ele está dizendo que a cozinha está fechada.”
“Ô moço, como é teu nome?”
Silêncio.
“Acho que ele só entende em espanhol.”
“Co-mo-és-túúúúúú-nonnnnnn-bre?”
E o garçom responde, cheio de marra: “Jorge.” (pensa numa pronúncia bem espanhola: ror-re).
“Ror-re, ror-re???”
“Ah, eu sei. Ror-re é Jorrrrge em português!”
E a mesa toda diz em coro: “Ah…Jorrrrrrge”
“Ô Jorrrrge, quebra essa mi amico, uns tapitas, umas cerbezas, para nós amigos brasilianos.”
Uma farofa só – e eu posso falar, eu também não falo espanhol.
E o Jorge lá, implacável.
Tenemos cerveza, pero la comida…la cocina ha cerrado.”
E o povo insistia.
“Jorrrrge, somos brasilianos, biemos de brazi apenas para cumer tu tapas.”
E falavam entre eles, como se Jorge ali não estivivesse:
“Tem sim, ele quer ir embora, é tarde. Mas aperta ele que sai.”

Ai que vergonha.
E não teve jeito, o Jorge falou está falado, e foi quase isso que ele quis dizer, não que não fosse verdade: “Acabou a p**** da comida. Bebam cervejas, se quiserem.”

JORGE, MAIS MARRENTO QUE O MAIS MARRENTO DOS CARIOCAS (NADA COBTRA CARIOCAS, ADORO)

Pedimos a conta em portunhol muitíssimo esforçado em fazer bonito e fomos embora ao som dos impropérios da turma de amigos aguardando suas cervejas.
Bem que eu queria ver no que deu mas um ônibus (sim, um ônibus) as 4 da manhã, nos esperava para atravessar o estreito de Gibraltar com destino ao Marrocos.

Cervecería Giralda
c/ Mateos Gago 3
Tel. 954 22 82 50
Aberta todos os dias

01/09/2010

47 :: DEIXAR O SOM DO FLAMENCO…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…TE CONTAGIAR, TE FAZER CHORAR DE ALEGRIA E TRISTEZA

É a música da dor, do amor, das raízes e – na minha humilde opinião – da sensualidade. É também onde cada gotinha do meu suposto sangue espanhol parece tomar conta do meu corpo e tenta a todo custo fazê-lo sair sapateando e batendo palmas ao som dos violões. Ui, acordei!

Meu primeiro contato com o flamenco profissa foi em um show da Eva Yerbabuena. Flamenco moderno, de gente que já foi além. Foi inevitável, neste dia nasceu dentro de mim a viagem para a Espanha.

Meu primeiro flamenco em solo espanhol foi em Sevilha e a coisa foi assim.

Primeira experiência: o lugar é algo no estilo barracão de escola de samba mas menor (não que eu já tenha ido em uma, mas imagino assim). Lugar com fachada comum, sem placa. Não paga para entrar e consome se quiser. Simples assim.

O show começa tarde, depois das 11. O lugar lota de espanhóis falando alto, fumando e tomando cerveja.
Eu já estava com sono quando aparece um senhor, faz um hãn-hãn e avisa que cigarro e voz não combinam, que o show vai começar e que todos se prepararem para o momento – só falta fazer uma oração para começar.

Todos obedecem apagando seus cigarros e fazendo silêncio. Daí, no pequeno tablado de madeira, sobem uma magrela com roupa de dança flamenca, um cara com pinta de bancário e o tal senhor do hãn-hãn versus cigarro. E daí, minha gente, começa o show.

Ai que coisa linda, que sentimento. Por pura mágica a mulher feia virou uma linda dançarina, o bancário não parecia uma pessoa nada comum tocando lindamente o violão e o tio do hãn-hãn sabia fazer muito mais que hãn-hãn, ele cantava com a alma, cantava um lamento que só poderia sair do fundo do coração, e batia palmas.

Não vi a hora passar.

O cruel é que a nossa micro-Nikon-recém-adquirada-na El Corte Inglês deu pau e não teve som. Morri de ódio, estava quase me recuperando disso mas escrevendo agora lembrei e morri de raiva de novo. Humpf. Então se alguém quiser ver vai ter que fazer o sacrifício de ir no La Carboneria (não sem se informar antes se vai abrir naquele dia) ou ver um videozinho no youtube, com o mesmo cantor e instrumentista daquela noite. Sensacional.
Ah, tem mais este videozinho, sente o clima boteco. É a mesma dançarina que vimos.

Segunda experiência: showzinho para turista. Escolhemos este show no olho, na entre entre as dezenas que recebemos na rua. E sabe? Não foi ruim, nem um pouco chato nem nada de negativo.
Era um teatro pequeno, com aquela iluminação de casa da luz vermelha e jogos de canhões de luzes coloridas no palco, cadeiras vestidas, mesas, garçons e muitos velhinhos ingleses na plateia – muitos mesmo, tipo excursão.


O grupo de artistas era maior, a dançarina principal cheinha, dançarinos masculinos (ou quase isso) que me deixaram tonta tentando acompanhar o movimento das pernas no sapateado e mãos batendo no peito.

E a cantora era mulher, voz lindíssima.

Show! Literalmente.

Não, não tenho filminho com som deste também, a gente ainda não tinha percebido o pepino! Humpf duas vezes.
Olha, a Casa Carmen Arte Flamenco não decepcionou e duvido que alguma outra tivesse sido ruim para o meu ponto de vista leigo.

Adorei as duas experiências mas se tivesse que repetir apenas uma ficaria com a versão roots do La Carboneria.


09/06/2010

32 :: ASSISTIR UM PÔR-DO-SOL…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…no romântico penhasco na cidade de Ronda

Ronda não me sai da cabeça! E nem gostei tanto, ou gostei?

Este pôr-do-sol lindão começou enquanto estávamos no nosso quarto, no Parador de Ronda, num nublado dia de outono, acessando a internet grátis e achando tudo isso mais que suficiente e bom.

Na calmaria da tarde o sol poente foi surgindo entre as nuvens baixas, as aves de diversos tipos começaram a cantar e mergulhar felizes nos arcos da ponte que ligam as duas partes do abismo.
Bateu aquele calorzinho com sol amarelo de final de tarde (aquele que esquenta os ossos) e, sem nenhuma palavra, saímos correndo pra ver quem chegava primeiro lá embaixo pra ver tudo aquilo mais de perto…

 

02/06/2010

27 :: SONHAR COM UMA HOSPEDAGEM…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…FORA, BEM FORA DO ORÇAMENTO

Viagem pra Espanha marcada.
Passagens compradas, algumas coisas pré reservadas e vem aquela cara de “tive uma ideia” que dá arrepios no meu marido.
“Ir para a Espanha sem se hospedar num Parador? Vai saber lá quando eu volto pra Espanha!”

Pausa para explicar o que é um Parador:
Os Paradores Nacionales de Turismo (é assim o nome oficial) são uma cadeia de hotéis de alta qualidade da Espanha, que existe desde 1928. A maior parte dos paradores encontram-se em centros históricos ou zonas naturais classificadas, ocupando edifícios históricos recuperados e cheios de charme!

É meio caro se hospedar num Parador. Pelo menos é mais do que estamos dispostos a pagar por hospedagens. Mas qual seria a beleza da vida se a gente não sonhasse? Bem, foi isso que o meu marido fez, sonhou. Sonhou e se deu bem! Se inscreveu no site dos Paradores (não, não sei porque ele fez isso, provavelmente foi obrigado pra poder checar alguma informação).
Dias depois ele recebe a oferta: Parador de Ronda. 70 euros a dupla, o mesmo que se paga por um
honesto Bed & Breakfast.
Ronda estava mesmo no nosso roteiro e a oferta cobria o período perfeito pra gente. Sorte demais.
Por uma orelhada ganhamos uma hospedagem boa, com preço amigo, num lugar mais, muito mais que charmoso! Uma experiência de hospedagem para se ter antes de morrer.

O hotel no alto

O hotel, e nosso quarto com vista pro penhasco, lá no alto!

Até hoje recebemos ofertas super deliciosas de ofertas nos Paradores, Castelos Medievais por 90 Euros (coisa que chega a custar 200/250…), hotéis incrustrados em penhascos com vista pro mediterrâneo por 70…e por aí vai.

Sonhar não custa nada, ou custa pouco.

28/05/2010

25 :: DAR UM SENTIDO PORNOGRÁFICO…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…A UMA SOBREMESA COMIDA A DOIS

A falta de compromissos das férias tem um efeito afrodisíaco, não tem?
Até dividir uma sobremesa, as colheradas, pode dar asas à imaginação.

Foi bom pra você?

Esta foi uma torta típica, um tipo de pavê do qual nunca vou me lembrar o nome, da região de Almeria (sul da Espanha).
Foi num restaurante em San Jose chamado Casa Miguel, onde comemos por falta de opção – a gente queria mesmo ir num boteco de pescador ao lado – mas a comida tinha acabado (sim perdemos a hora do tardio almoço Espanhol, isso que é desencanação).
Não nos demos mal mas algo me diz que o outro restaurantezinho teria sido mais inesquecível…

Mas não foi mal o belo prato de peixes e frutos do mar que traçamos, famintos.

E tivemos uma ajudinha muito, muito simpática!

28/05/2010

24 :: OU…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…POR OLIVEIRAS

Esta estrada é impressionante. Ela atravessa o deserto do sul da Espanha, ligando as cidadezinhas fofas Andaluzes (o trecho das fotos é entre Granada e Córdoba).
Perdi a conta de quanto tempo andamos vendo apenas oliveiras dos dois lados da estrada. São centenas de quilômetros de vida e prosperidade. Lá no fundão, até onde a vista alcança alguma mancha verde, são oliveiras também, milhares, milhões, lindo.
Nunca vou me esquecer disso, do carro que esquentou no meio do nada e muito menos do preços dos pedágios…caros de verdade.

28/05/2010

23 :: VIAJAR POR UMA ESTRADA LADEADA POR…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…CACTOS

Escrevendo o post anterior lembrei desta outra estradinha, também em Almeria,  perto do caminho pra igreja do Bodas de Sangue.
Coisa linda de ver este tanto de cactos, lotados de figos da Índia, a beira do Mediterrâneo.

27/05/2010

22 :: ESTAR NUM LUGAR QUE INSPIROU…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…UM LIVRO E LÊ-LO DEPOIS

Eu já fui pra lugares depois de ler algum livro mas este caso foi o contrário.

A história acontece em algum lugar entre San Jose e Cabo de Gata, em Almeria. Caímos lá meio por acaso, depois de fugir da chuva no norte da Espanha, nosso destino inicial depois de uns dias em Barcelona.
O imprevisto foi tão legal que posso dizer que valeu a pena deixar o museu de Salvador Dalì pra outro dia, outro ano, pra outra vida – se ela existisse.

Curtimos muito, conhecemos estradinhas lindas, vistas maravilhosas, o hotel era baratinho – e bem bacana – e o calor durante o dia era bom depois da noite fria, tão, tão gostosa…

No dia da partida deixamos reservado um mapinha e uma curiosidade para matar, estava lá de um jeito meio tosco: a igreja que inspirou Federico Garcia Lorca em Bodas de Sangue.
Nem tinha lido Bodas de Sangue mas lá fomos nós pelas estradinha de terra, no meio de plantações de cactos a procurar a igrejinha por pura diversão.

Ninguém para perguntar, nem um cachorro perdido na estradinha. Eramos só nós dois e o senso de direção (masculino, lembro) a procura de uma igrejinha perdida no meio do nada.
E em menos de meia hora…achamos!

Foi tão legal – acho que está meio bobo escrevendo, mas foi legal sim!
Foi o máximo achar a igrejinha sem ter pra quem perguntar, sem placas, sem ruas, sem nada, apenas com um ótimo faro e vontade pra achar coisas.

Lendo o livro tive CERTEZA que foi por aqui que a noiva fugiu com o seu amante, Leonardo

E, sei não hem…acho que o livro menciona estes fornos.

Semanas depois de voltarmos de férias ganhei uma edição antiguinha da peça (de 1968!, nº 183 mais especificamente…), daquelas com cara de sebo empoeirado.

Li a peça em uma hora (é curtinha) degustando cada minutinho do mix da leitura com as sensações que senti naquela igrejinha silenciosa, com uma atmosfera abafada, de dar arrepios na espinha.

É bem capaz que seja uma pegadinha turística mas bem que poderia ser mesmo a tal igrejinha do livro.  Pra mim é.
E, da minha cama, eu quase pude sentir de novo o cheiro da poeira seca e vermelha da Andaluzia.