Posts tagged ‘Bed & Breakfast’

06/06/2010

31 :: PASSAR PELO MENOS UM DIA…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…EM UM PARADOR ESPANHOL (PODE ATÉ SER EM RONDA)

Já escrevi sobre sonhar com uma hospedagem fora do orçamento – e se dar bem!
Mas hoje lembrei especialmente de como gostei dos momentos (alguns quaaaase mágicos) que me acompanharam na curta estadia em Ronda, um dos Pueblos Blancos no sul da Espanha.

Quebrados – e precisando de um carinho depois de alguns dias de Bed and Breaksfast (confortáveis mas ainda assim B&B…), de andar horas por dia e ainda tentar acompanhar a agitada vida pós pôr-do-sol dos catalães – aportamos na simpática cidade de Ronda e em nosso hotel com descontão.

Chegamos ao Parador de Ronda, nos apresentamos e levamos nossas malas pro quarto, sem ajuda. Achamos o corredor meio escuro e sério. Ficamos pensando, afinal, que quarto tínhamos conseguidos com nossos 70 euros contra os quase 200 habituais, fora da promoção. O cartão do quarto não funciona (aff), vieram trocar, abrimos a porta, arregalamos os olhos, despachamos o mensageiro rapidinho, fechamos a porta e uhuuuuúúúúú! Começamos a pular como crianças e nos jogamos na cama fofa, que só não era perfeita por ser duas camas de viúva, juntas.
Quarto bacana. Primeiro um corredor, com um banheiro a esquerda (enooooorme), todo de mármore, com uma banheira grande, cheia de mimos de boa qualidade. O quarto um tiquinho assim brega mas bonito, com poltronas, almofadas, mesinhas, aparadores, armários…um quarto bem equipado.


E a cereja do bolo: a varanda com vista para a piscina e em seguida para o grande precipício de Ronda.
Entre os avisos uma raridade: Wi-Fi (se diz “uifi” em espanhol) GRÁTIS e com ótima velocidade.

Voltinha na cidade. Um cachorro triste e muito doente (o único mal cuidado de toda a viagem) marcou este passeio com tempo nublado, cinza. A cidade? Nada tão demais, branquinha, linda, ajeitada e com um penhasco no centro de tudo – isso sim, muito interessante, uma bela ponte construída pelos mouros.

Mas, não sei por que, ficamos com aquela impressão fake de Campos do Jordão e voltamos rapidinho pro hotel.

Resolvemos curtir a vista da nossa varanda (um acerto) e jantar por lá mesmo (um erro).
Ainda ganhamos um pôr-do-sol surpreendente (se é que isso existe) que começamos a ver na nossa varanda e terminamos lá embaixo, na beira do abismo pra ver de outro ângulo.

Conclusão: embora seja estilo “hotelzão” (algo que não curtimos muito) foi bom ter este mimo e conforto no meio da viagem de vinte e tantos dias.

 

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02/06/2010

27 :: SONHAR COM UMA HOSPEDAGEM…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…FORA, BEM FORA DO ORÇAMENTO

Viagem pra Espanha marcada.
Passagens compradas, algumas coisas pré reservadas e vem aquela cara de “tive uma ideia” que dá arrepios no meu marido.
“Ir para a Espanha sem se hospedar num Parador? Vai saber lá quando eu volto pra Espanha!”

Pausa para explicar o que é um Parador:
Os Paradores Nacionales de Turismo (é assim o nome oficial) são uma cadeia de hotéis de alta qualidade da Espanha, que existe desde 1928. A maior parte dos paradores encontram-se em centros históricos ou zonas naturais classificadas, ocupando edifícios históricos recuperados e cheios de charme!

É meio caro se hospedar num Parador. Pelo menos é mais do que estamos dispostos a pagar por hospedagens. Mas qual seria a beleza da vida se a gente não sonhasse? Bem, foi isso que o meu marido fez, sonhou. Sonhou e se deu bem! Se inscreveu no site dos Paradores (não, não sei porque ele fez isso, provavelmente foi obrigado pra poder checar alguma informação).
Dias depois ele recebe a oferta: Parador de Ronda. 70 euros a dupla, o mesmo que se paga por um
honesto Bed & Breakfast.
Ronda estava mesmo no nosso roteiro e a oferta cobria o período perfeito pra gente. Sorte demais.
Por uma orelhada ganhamos uma hospedagem boa, com preço amigo, num lugar mais, muito mais que charmoso! Uma experiência de hospedagem para se ter antes de morrer.

O hotel no alto

O hotel, e nosso quarto com vista pro penhasco, lá no alto!

Até hoje recebemos ofertas super deliciosas de ofertas nos Paradores, Castelos Medievais por 90 Euros (coisa que chega a custar 200/250…), hotéis incrustrados em penhascos com vista pro mediterrâneo por 70…e por aí vai.

Sonhar não custa nada, ou custa pouco.

13/04/2010

5 :: CURTIR UM CAFÉ FIORENTINO

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

Edoardo, nosso anfitrião em Florença nos ofereceu um Bed and Breakfast sem breakfast dizendo ser um pecatto não aproveitar os cafés da cidade. Ele tinha razão. Um lindo dia de frio e chuva fina, vendo a cidade passar pela vitrine de um café italiano-fiorentino está, com certeza, entre as coisas para se fazer antes de morrer.

Isso me faz lembrar das máquinas de assar frango em padaria, estas vitrines parecem TV, dá mesmo vontade de ficar assistindo.

Olha o close.

O meu latte macchiato. Demorei uns 3 dias pra aprender a pedir um desses.

Se liga no detalhe: Pastiera Napoletana (tem algo errado aí…) mas estava tão boa que não deu tempo pra foto.

Frutinhas de marzipã, coisa mais perfeita! A noite tinha uma do meu lado da cama, romance no ar…

Dá muita pena de morder, muita. E nem valeu a pena, é mais bonito que gostoso.

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• Com exceção da foto das frutinhas as outras são do café La Bottega del Buon Caffè Coloniali que fica na Via A. Pacinotti, 44, quase em frente ao Bed & Breakfast Il Giglio d’Oro,‎ do Edoardo e da Célia
Olha a imagem fotografada do Google:

11/04/2010

4 :: DESOBEDECER OS CONSELHOS MATERNOS…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…E CONFIAR EM ESTRANHOS (PARA MAIORES DE 18, LÓGICO!)

POR WALDIRPC Marido, guia turístico e GPS.
VERSÃO (em rosa) ANA CLAUDIA CRISPIM

Por mais que a gente ache que pode se virar em uma viagem com mapas, guias, informações colhidas antecipadamente tem horas que a coisa empaca e precisamos de ajuda (Mentira! Desde quando homem pergunta alguma coisa?). E isso é muito bom já que nos leva a conhecer pessoas e isso não tem preço, ou tem? (não, não tem, desde que isso não coloque nossa preciosa vida em risco, lógico)

São duas histórias acontecidas em Florença.

Por causa da minha teimosia (muita teimosia! Onde já se viu sair de um lugar incrível como Cinque Terre, de noite, depois de um jantar mais incrível ainda?!)

Iríamos para a cidade tarde da noite (2 horas de estrada, com chuva, medo). Já havia feito uma pré reserva em um Bed and Breakfast em Florença e só liguei para confirmar. Estava lotado! Mas o dono nos indicou um amigo, o Edoardo que tinha vagas. Liguei (um mimo falando italianinglês alto pra caramba, fazendo eco na rua vazia).


Pedi informações, confirmei e disse que não saberia chegar. Então o Edoardo indicou para nos encontrarmos em frente ao estádio da Fiorentina, Artemio Franchi, pois seria fácil localizar quando chegasse (fácil, no escuro? Na chuva? De noite? Sem conhecer a cidade?) pois haviam muitas placas indicando “Stadio”.

Chegamos na cidade, quase meia noite, chovia e pelas placas de sinalização localizei o estádio (localizou mesmo! Direto, sem erros, nem parecia a primeira vez que a gente pisava naquela cidade, coisa de quem tem um GPS dentro da cabeça, o que definitivamente não é o meu caso, mas é o dele). De um telefone público chamei Edoardo e ele disse que em 10 minutos nos encontraria. Contando com o habitual atraso e exagero atravessei a avenida para uma gelateria (ele tomando sorvete e eu com medo, no carro, esperando um psicopata pegar a gente e levar pro matadouro). Mal deu tempo de escolher o sorvete e pagar e vi uma moto parar ao lado do nosso carro e ouvi um grito: WALdirrr!!! (quase morri do coração, lógico). Era o Edoardo que já foi abraçando como se nos conhecessemos desde criancinhas. Seguimos para a casa dele (casa linda de dois andares, com jardim, gato, enfeites e uma mulher franco-chinesa chamada Celia) e antes de nos mostrar o quarto (com orquídeas na janela e um banheiro legal, com box que cabe a gente dentro, coisa difícil até então) fez questão de nos dar todas as dicas, roteiros e números dos ônibus, tudo anotado em um mapa da cidade (fofos…e ainda nos deram uma coisinha pra tomar, muito gentis aquela hora da noite no frio do cão!).
Ajuda é isso. (é mesmo, ser gentil não custa tanto, custa?)

Pois bem, no dia seguinte saímos de ônibus, rodamos o dia inteiro…

…e como o Edoardo disse que não era muito bom andar pelas ruas do centro depois de 9 da noite pegamos o ônibus indicado no mapa para voltar. Entramos e a toda hora eu ficava olhando pela janela para ver se já era nossa parada, chamada Fiorella. No banco em frente ao nosso, um senhor muito simpático (leia-se: velhinho careca, cego de um olho, usando bengala, surdo pra caramba e suuuuper simpático) me perguntou o motivo de ficarmos olhando pela janela, estaríamosmos perdidos? Em italiano (se liga, ele adora falar italiano) respondi que não mas como não conheciamos a cidade não queriamos deixar passar o nosso ponto. Ele perguntou qual era a nossa parada, eu disse Fiorella e ele respondeu: “Não, esse ônibus não vai para lá, o certo é o que está atrás.” (Ã? Mas como se foi o próprio Edoardo que deu o número do ônibus que leva e trás ele pra própria casa?!) E mais, disse para descermos, ele nos acompanharia já que para ele era indiferente, qualquer um dos dois serviria. Fomos. (Fui, né? O louco desceu do busão atrás do velhinho que fiquei meio sem escolha e desci junto, pensando que não seria tão difícil desarmar o velhinho e sua bengala assassina). Nós três descemos pegamos o ônibus seguinte e continuamos um belo papo gastando todo o meu italiano…(eles falavam como dois velhos amigos, e eu ali ouvindo e pensando no que ia dar aquilo)

Depois de alguns minutos ele se despediu, desceu e nos disse que seriam mais três paradas. Certíssimo.

O terceiro ponto era o final, em um bairro residencial (What? Mas cadê aquela rua movimentada com cafés e lojas?) em uma bela praça chamada Signorella (Presta atenção, Signorella, não Fiorella! Algumas letrinhas de diferença, não?). Perguntei ao motorista e ele nos disse que voltaria ao centro, depois de comer. Então pegou duas tupperware uma com insalata e outra com pasta, comeu calmamente e retomou a viagem.

O velhinho era surdo (quem não sabia?), havia entendido tudo errado e tivemos que refazer todo o caminho de volta, pegando o ônibus certo que o Edoardo havia indicado.

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• A casa/hotel do Edoardo e da Celia se chama Il giglio D’oro fica num bairro movimentado. Na rua (dá uma olhada no google, é a porta de madeira com dois vasos de planta) rola um bom barulho de trânsito de manhã. Mas se você levar isso como algo folclórico vai adorar acordar com o barulho de buzina na cabeça.

• A gente estava de carro alugado, paramos numa vaga grátis em frente ao hotel. Estas vagas são raras, a maioria são pagas (beeeem pagas). A cidade tem um trânsito pesado também, por isso decidimos só tirar o carro de lá para um passeio mais longo e pegar a estrada direto. Foi uma boa decisão.
• Ônibus é o esquema em Florença, funciona bem. Mas não espere nenhum tipo de informação sobre as paradas, os motoristas não sabem (ou fingem não saber, nada sobre o itinerário). Ah, lá a gente não paga com grana, você compra um bilhete que valida a viagem, mas não tem cobrador. Pensou em dar um de esperto? Se a fiscalização te pega é multa, mesmo. E vai sair bem mais caro do que ter pego táxi o dia todo.

07/04/2010

3 :: SE DESLUMBRAR AO SE VER…

por 1000 coisas para fazer antes de morrer

…EM UM CARTÃO POSTAL

Eu admiro gente que não vai a lugares turísticos, os ditos lugares óbvios. Ô gente descolada e viajada! Adoro isso.
Mas admito, eu também adoro (a-do-ro) um cartão postal e a sensação de estar bem na foto! Me mata se isso não for uma das coisas mais gostosas da vida, ou pelo menos de uma viagem. É se sentir o próprio anão da Amelie Polain.


Olha um bom exemplo disso.
Viagem marcada pra Roma. E eu tinha lido uma matéria onde a repórter dizia que desceu na estação Colosseo do metrô, subiu as escadas e deu de cara com o Coliseu e, lógico, foi emocionante demais.
O Coliseu nunca foi meu maior sonho de cartão postal mas esta coisa despretenciosa de escada de metrô, este negócio meio sem querer de sair na rua de vento na cara! Sei lá, achei que poderia ser uma sensação e tanto. Pra ajudar eu sou do tipo que idealiza (demais) as coisas e em 90% das vezes danço, lógico. Mas como nem tudo pode ser programado numa viagem e as melhores coisas sempre são por acaso, desencanei.
E lá fomos pra nossa viagem, com conexão, em época de caos aéreo. Uma viagem longa, cansativa, com direito a um belo atraso em Cumbica e perda da conexão em Lisboa. Tudo errado.

Ao chegar em Roma a única coisa que eu queria era achar o nosso Bed and Breakfast de uma família de fotógrafos (outra história de doer esta) me jogar na cama e dormir. Resolvemos economizar grana do táxi, fazer Aeroporto-Termini de trem e Termini-Colosseo de metrô e só depois pegar o táxi.

Delícia, nossa primeira visão da Itália diante dos nossos olhos. Sonho, sonho!
O metrô encardido parecia tão lindo, os olhos pintados das mulheres, meio borrados, tão estilosos e os caras carecas, com 1,60m de altura e 2 de ego, super charmosos. Uuhhh, Itália. O cansaço até passou um pouco. Falta só a escada (que não é rolante) pra chegarmos na rua, uêba.

Bofes pra fora, sentindo o vento frio no rosto e abrindo a boca pra berrar “Táxi, táxi” e…ã?!
O Coliseu, o Coliseeeeeeeeu! Meu Deus, eu não estava esperando, pensando e nem sonhando e foi surpresa! Eu tinha esquecido do lance do metrô-escada-Coliseu.

A minha primeira visão de rua de Roma e do Coliseu foi meio desfocada, meio molhada, enfeitada de abraços e pulinhos patéticos e infantis num corpo de bem mais que isso. Mas valeu a pena ser boba por 30 segundos.

Como é bom viver!

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• É importante saber como se locomover no lugar visitado. Em Roma, pelo adiantado da hora de chegada fomos direto comprar o bilhete do metrô para aquela noite. Vi um tal bilhete 24 horas e o preço era atrativo. Compramos dois, feliz com a economia. Só que não lemos as letrinhas pequenas. O bilhete não valia por 24 horas e sim até as 24 horas. Conclusão, na manhã seguinte já era…

• A cidade de Roma oferece um passe, o Roma Pass que dá direito a transportes (metrô e ônibus), dois ingressos grátis em museus e/ou atrações, inclusive o Coliseu sem filas e descontos no preço do ingresso depois disso. Custa 25 euros por pessoa e pode ser comprado pela internet ou na Estação Termini.